Fitch eleva rating da AES Tietê, acompanhando alteração da Eletropaulo

Analistas da agência destacam acordo de venda de energia firmado com a Eletropaulo; medidas de crédito robustas

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Fitch elevou os ratings de longo prazo da AES Tietê (GETI3); (GETI4) de “A(bra)” para “A+(bra)”. A melhora da perspectiva para a empresa é resultado de sua parceria com a Eletropaulo (ELPL6) e de um bom desempenho operacional.

Os analistas da Fitch destacam o acordo firmado com a Eletropaulo, que prevê a venda de toda a produção de energia à empresa até 2015. Por terem elevado os ratings da distribuidora paulista, os analitas da Fitch decidiram por aumentar os da AES Tietê também.

Além disso, a equipe comenta que a AES Tietê apresenta forte fluxo de caixa operacional, baixa alavancagem financeira, alta previsibilidade em resultados e forte liquidez, fatores que contribuem para a elevação do rating.

“Tendo em vista que o perfil de crédito da AES Tietê é forte para a atual categoria de rating e que a classificação está limitada pelo risco de crédito mais fraco de sua única compradora, enquanto esse perfil comparativo for mantido as ações de rating da AES Tietê seguirão as da AES Eletropaulo”.

Riscos

Apesar de a Fitch estar otimista com relação à AES Tietê e destacar o forte perfil de crédito, os analistas acreditam que o quadro pode mudar caso a Eletropaulo não honre seus compromissos de compra até 2015.

Além disso, os riscos são a obrigação de aumentar sua capacidade instalada em 15% – que ainda não foi cumprida; a forte distribuição de dividendos, o risco hidrológico (que resultaria em desequilíbrios entre oferta e demanda) e o moderado risco regulatório.

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Contudo, a Fitch não acredita que a empresa terá dificuldades de aumentar sua produção caso necessite. Para ela, apesar das restrições hidrológicas e ambientais à construção de novas unidades no estado de São Paulo, a AES Tietê pode optar por energia térmica.

“Muito embora os investimentos sejam expressivos, acreditamos que a empresa financiará esta expansão com uma combinação de fluxo de caixa e adequada captação de baixo custo e prazo alongado”, afirmam os analistas.

Perspectivas

No caso dos resultados, a Fitch afirma que as margens Ebitda da companhia devem permanecer a 80% em 2009 e 2010 e que podem cair para a faixa de 65% a 70%, caso invista na planta térmica.

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Ao mesmo tempo, a agência alerta para a queda nos fluxos de caixa livre, que vinham sendo positivos nos últimos anos, mas devem ficar no vermelho em 2010 e 2011, em razão dos prováveis investimentos na expansão de capacidade. Mesmo assim, voltariam ao positivo em 2011 e 2012.

Já no caso da liquidez, os analistas acreditam que ela deva ser pressionada pelos investimentos, levando a empresa a reduzir sua distribuição de dividendos, a fim de honrar compromissos de dívida e investimentos.

“Acreditamos que a geração de fluxo de caixa da AES Tietê deverá ser mais do que suficiente para o serviço da dívida”, comentam.