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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Fitch Ratings revisou para cima suas projeções para o crescimento chinês em 2016 e 2017. Agora, as expectativas são de que o gigante asiático apresente uma elevação do PIB de 6,3% nos próximos dois anos, ante expectativas de 6,2% e 6%, enquanto políticas de estímulo ganham tração e o compromisso das autoridades ao estabelecimento de um crescimento de curto prazo mostra-se reforçado, em contraste com a avaliação de fraqueza dos mercados emergentes.
“A ameaça de curto prazo para o crescimento dos mercados emergentes diminuiu, devido a uma política mais assertiva de estímulos na China e na estabilização dos preços das commodities”, disse o economista-chefe da Fitch, Brian Coulton, em nota enviada à imprensa.
A agência também alterou suas projeções sobre o crescimento do PIB dos Estados Unidos para 1,8% — o primeiro desempenho abaixo dos 2% desde 2013 –, muito por conta da redução de expectativas para o nível de investimentos privados no país. “É improvável que os gastos de consumidores nos EUA serão imunes à desaceleração do setor industrial. No entanto, não vemos evidência de desequilíbrios no setor privado que empurraria a economia para um ajuste mais profundo”, pondera Coulton.
Para a Zona do Euro, a Fitch vislumbra uma gradual recuperação em curso, com as despesas das famílias sustentadas pelos avanços no mercado de trabalho, baixa inflação e crédito bancário em crescimento contínuo. As projeções foram revisadas de 0,1% de crescimento para 1,6%. Para o Reino Unido, entretanto, as projeções foram revistas de 0,2% de queda para 1,9%.
“O crescimento global (baseado em um conjunto de 20 grandes desenvolvidos e economias emergentes) é estimado em 2,5% em 2016, inalterado de 2015 e a mesma projeção de março. O crescimento global deverá apresentar elevação em torno de 3% em 2017 enquanto o PIB estabiliza na Rússia e no Brasil e as reduções dos preços de energia começam a desaparecer”, complementou o relatório da agência de classificação de risco.