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SÃO PAULO – Repercutindo o memorando assinado entre Cosan (CSAN3) e Shell, a agência de classificação de risco Fitch Ratings anunciou nesta quarta-feira (3) que colocou os ratings da subsidiária Cosan Combustíveis e Lubrificantes (CCL) em observação positiva. Já as notas da controladora Cosan S.A. ficaram sob perspectiva indefinida.
Os ratings colocados em observação indefinida da Cosan foram o IDR (Issuer Default Rating – Rating de Probabilidade de Inadimplência de Emissor) em Moeda Estrangeira, avaliado em “BB-“, o IDR em moeda local, também em “BB-” e o rating nacional de longo prazo, em “A-(bra)”. Já para a CCL, além dessas três notas, também foi colocado em observação positiva os US$ 350 milhões em notas seniores sem garantia, com vencimento em 2014, avaliados em “BB-“.
Na última segunda-feira (1), a produtora de cana-de-açúcar anunciou a assinatura de memorando de entendimentos com a Shell, visando uma possível união de operações no Brasil em um valor estimado de US$ 12 bilhões. Segundo os analistas da Fitch, a associação com a Shell gerará duas joint ventures, uma com foco nos negócios de açúcar e etanol – “A&E JV” – e a outra nos negócios de distribuição de combustíveis – “Downstream JV” – , a qual a CCL será inteiramente transferida.
“Se a transação se completar, a Cosan se tornará uma empresa investidora, cujos principais ativos serão as participações acionárias tanto nas Joint Ventures como em outros negócios que não farão parte da fusão, como logística, lubrificantes e desenvolvimento de terras agrárias”, espera a equipe da agência de classificação de risco.
Justificando as observações
Para a CCL, a observação positiva reflete a expectativa de um fortalecimento tanto no perfil operacional quanto no financeiro da subsidiária, já que os ativos da Shell não encontram-se alavancados, o que “gerarão um fluxo de caixa regular e relativamente previsível”. Além disso, a Fitch espera ver uma evolução na participação de mercado da companhia.
“A Fitch acredita que a Shell e a Cosan conduzirão esta Joint Venture com baixa alavancagem, em função das estreitas margens, características dos negócios de distribuição de combustíveis, e conseguirão capturar algumas sinergias com os negócios de açúcar e etanol”, afirma a agência.
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Já para a Cosan S.A. a observação indefinida reflete as “incertezas sobre a estrutura de capital final da A&E JV e as esperadas cacacterísticas de empresa investidora da Cosan”. Além disso, a expectativa de investimentos na casa de R$ 1,2 bilhão na Rumo Logística também poderá ter um impacto negativo no perfil de crédito da companhia.