Fitch classifica papéis da Telecom Itália com perspectiva estável

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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A Fitch IBCA, agência internacional de classificação de risco, anunciou hoje a reclassificação dos papéis representativos da dívida da Telecom Italia para o rating de “A-“ com perspectiva estável. Segundo a agência, o rating reflete “o posicionamento da Telecom Italia como operador líder de telefonia fixa e celular na Itália, e a sua estrutura financeira conservadora”

O nível de endividamento da TI aumentou significativamente no ano passado devido a compra da SEAT e de vários investimentos da TIM (Telecom Italia Mobile), sua subsidiária de telefonia móvel, incluindo as licenças de terceira geração (3G).

Assim como as demais empresas de telecomunicações européias que atuavam em monopólio estatais, a Telecom Italia enfrenta o desafio de reposicionar-se estrategicamente num mercado direcionado pelos clientes originado pela liberalização completa de mercado, com a entrada de novos operadores e novos avanços tecnológicos. Apesar da Telecom Italia se beneficiar das maiores margens operacionais da sua subsidiária TIM e com o crescimento significativo na área de transmissão de dados e de receitas provenientes da terceira geração de telefones celulares, a TI sofre pressões regulatórias e competitivas muito fortes no mercado de telefonia fixa, com volumes de minutos de utlização da rede fixa menores em todos os segmentos, além de perspectivas de redução de maket share no mercado de telefonia fixa e acirramento da competição de tarifas.

De fato, a mudança de rating dos papéis da TI se deve ao alto grau de alavancagem da estrutura de controle da Telecom Italia, estrutura esta arquitetada de forma a viabilizar a aquisição da Telecom Itália pela Olivetti no início de 1999. Segundo a Fitch, este elevado grau de alavancagem impõe limites à flexibilidade financeira da empresa.

Além do seu principal mercado que é a Itália, a TI ainda tem interesse muito forte nas operações de telefonia fixa e celular na Europa e na América Latina. A empresa tem forte presença no Brasil, onde participa diretamente no bloco controlador da Brasil Telecom e indiretamente através da TIM, em diversas operadoras de telefonia celular. Além de acionista majoritária na Tele Nordeste Celular e Tele Celular Sul, que operam na banda A, e na Maxitel, que opera na banda B, a TIM também adquiriu três licenças nois leilões das bandas D e E, sendo a primeira empresa a atingir cobertura completa do território brasileiro.

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