Fitch atribui rating “BBB” para emissão de Global Notes da Petrobras

Agência de classificação de risco ainda destaca fatores que reforçam visão favorável à petrolífera brasileira

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Fitch atribuiu nesta quinta-feira (2) o rating “BBB” à emissão de US$ 1,25 bilhão em Global Notes da Petrobras (PETR3, PETR4), emitidas através de sua subsidiária integral, a Petrobras International Finance, conforme anunciou a estatal na última sessão.

De acordo com o comunicado da agência, os ratings da petrolífera se baseiam em sua posição de liderança no mercado brasileiro de energia, em sua reconhecida experiência em exploração e produção offshore e em sua importância estratégia para o Brasil.

A Fitch reconhece, ainda, os benefícios das recentes descobertas de petróleo da companhia, assim como a melhora de sua governança corporativa. “A Petrobras estabeleceu, nos mais altos níveis da organização, o compromisso de transparência e melhores práticas, semelhante ao das empresas do setor privado”, afirma a instituição.

Segundo ela, estes fatores contrabalanceiam a vulnerabilidade da companhia às flutuações nos preços do petróleo, exposição à interferência política local, risco de moeda, concentração das receitas no mercado doméstico e significativas necessidades de investimentos no médio prazo.

Por fim, a classificação da agência também considera que não haverá mudanças na regulamentação das atuais concessões da Petrobras. Embora ainda deva ser discutida pelo Congresso Nacional uma nova regulamentação para a área do pré-sal, a Fitch acredita que ela não deverá afetar as concessões atribuídas no passado, além de favorecer a companhia em relação a seus concorrentes internacionais.

Mais sobre a emissão

Os Global Notes emitidos pela subsidiária da Petrobras possuem vencimento em março de 2019 e vão oferecer um cupom de 7,875% ao ano. Conforme destaca a Fitch, as notas contam com garantia incondicional e irrevogável da companhia e serão consolidadas para formar uma série única e inteiramente intercambiável com o US$ 1,5 bilhão e notas emitidas em fevereiro deste ano. “Os rendimentos serão utilizados para refinanciar dívida”, ressalta a agência.