Fitch alerta para riscos de adequação de capital do Commerzbank

Banco alemão está entre as instituições financeiras de importância sistêmica global, conforme indicado na sexta-feira

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SÃO PAULO – O banco alemão Commerzbank possui diversos desafios para se adequar às exigências de capital da Autoridade Bancária Europeia, sendo necessário captar um montante adicional de € 2,94 bilhões até meados de 2012, alerta a Fitch Ratings em relatório publicado nesta segunda-feira (7).

Segundo a Fitch, a companhia apresentou receitas estáveis em seu segmento principal nos nove primeiros meses deste ano, mas há um risco de que essa performance não seja sustentável devido às fracas projeções econômicas e pelas condições de mercado na Europa, afirma.

“Se a economia global se deteriorar, as cobranças sobre os prejuízos com empréstimos provavelmente se elevariam de seus atuais baixos níveis, absorvendo quaisquer benefícios das medidas de corte de custos”, escrevem Simon Kennedy e Michael Dawson, da Fitch.

O Commerzbank está na lista das instituições financeiras que possuem risco sistêmico à economia internacional, conforme indicado na reunião do G-20 na última sexta-feira e publicado pelo FSB (quadro de estabilidade financeira, na sigla em inglês). Desta forma, o banco deve se adequar a exigências de reserva de capital mais elevadas a partir de 2016 e será submetido a uma vigilância maior.

Risco aumenta
Conforme a agência de classificação de risco, apesar dos esforços do Commerzbank em reduzir o risco em seu balanço, os ativos mais arriscados representaram uma participação maior no terceiro trimestre quando comparado ao segundo, “parcialmente relacionado aos movimentos da moeda estrangeira”.

Nesse contexto, o Commerzbank está planejando acelerar a redução ou venda de seus ativos não-estratégicos, bem como se desfazer de alguns investimentos financeiros, lembra a Fitch.

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Por outro lado, como a instituição já captou € 11 bilhões no mercado neste ano através da emissão de obrigações, o apetite dos acionistas por mais aumentos de capital pode ser prejudicado. Portanto, o reforço de caixa teria que vir, principalmente, do próprio Estado, conclui a Fitch.

Contudo, como um apoio governamental é “extremamente provável” em caso de turbulências na instituição, a nota de longo prazo do banco continua sendo avaliada em A+.