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(Bloomberg) — Aumento de capital não resolve principal problema da Usiminas, o fato de sua dívida ser imcompatível com a perspectiva de geração de caixa, segundo relatório de analistas do Itaú BBA.
- Com o aumento de capital de R$ 1 bi, Usiminas vai reduzir sua dívida líquida para R$ 4,9 bi, “o que ainda não é compatível com uma companhia que gerou R$ 500 mi em Ebitda em 2015 e deve gerar Ebitda de R$ 600 mi em 2016”
- “Um aumento de capital adicional pode ser necessário se as perspectivas para o aço não mudarem substancialmente”
- “Acreditamos que as perspectivas para o setor de aço continuarão desafiadoras nos próximos trimestres, com preços pressionados (dadas as baixas taxas de utilização) e fraca demanda doméstica no Brasil”
- Emissão provavelmente aumentará em 25% número de ações da Usiminas e reduzirá a dívida total em 12%, segundo o Itaú BBA
- “Aconselhamos aos investidores que fiquem longe das ações, dado que qualquer solução para os problemas de curto prazo da empresa será de diluição aos acionistas minoritários da Usiminas, sem mencionar o momento operacional claramente desafiador que as siderúrgicas enfrentam no Brasil”
- NOTA: Na última sexta-feira, conselho da Usiminas aprovou aumento de capital de R$ 1 bi mediante emissão de 200 mi de novas ações ON, a R$ 5,00/cada
- Cia. convocará Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre a proposta
- Grupo Nippon Steel & Sumitomo manifestou compromisso de subscrever até R$ 1 bi condicionado à celebração de documentos definitivos com credores, “que deverão prever, entre outras condições, o alongamento da dívida e a concessão de prazo de carência”
- Será realizada em 18/março nova reunião do conselho para deliberar sobre a convocação da AGE
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