Fipe revisa projeções e espera que IPC apure leve deflação de 0,05% em junho

Após índice surpreender mercado na 3ª quadrissemana de junho, Fipe aposta em deflação de 0,05% para o mês fechado

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SÃO PAULO – Após a inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe atigir 0,09% na terceira quadrissemana de junho, o coordenador do índice do instituto, Heron do Carmo, revisou suas expectativas em relação ao desempenho do índice no mês fechado de junho.

Neste sentido, Heron alterou sua projeção de uma inflação de 0,10% medida pelo IPC em junho para uma deflação de aproximadamente 0,05% no período, em função, principalmente, da expressiva queda apresentada pelos preços dos combustíveis e dos alimentos.

Preços da gasolina e dos alimentos devem cair mais

Na terceira quadrissemana de junho, os preços médios da gasolina caíram 4,15% em comparação com o período anterior, refletindo basicamente o aumento da proporção do álcool anidro na gasolina. No caso do álcool, as perspectivas de elevação da oferta em função da boa safra ditaram um recuo de 14,44% dos preços médios do combustível.

A boa safra agrícola também tem propiciado um forte recuo dos preços dos alimentos nas últimas semanas, com destaque para o ajuste nos preços do tomate, cebola e batata, após estes produtos registrarem fortes elevações nos primeiros meses do ano. Para as próximas semanas, as projeções são bastante favoráveis, de modo que Heron projeta novas quedas nos itens transporte e alimentação.

IPC deverá registrar nova aceleração em julho e agosto

Apesar de revisar para baixo suas projeções em relação à variação do IPC em junho, Heron do Carmo advertiu que a inflação medida pelo índice deverá registrar nova aceleração entre os meses de julho e agosto, em função dos reajustes dos serviços de telefonia e das tarifas de energia elétrica.

Dessa maneira, o indicador deverá registrar variação positiva de 0,5% em julho e 0,9% em agosto, conforme as projeções iniciais de Heron do Carmo. Contudo, em setembro a inflação medida pelo IPC deverá recuar novamente em setembro, atingindo o patamar de 0,10% no mês.