Fipe prevê inflação de 6% em 2004, mas alerta sobre impacto dos combustíveis

Nova elevação dos preços dos combustíveis pode levar a inflação no ano, medida pelo IPC da Fipe, à 6,5%

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SÃO PAULO – Confirmando as projeções anteriores, a inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) apontou aceleração em outubro, após a instituição divulgar, na manhã desta sexta-feira, dia 5 de novembro, uma inflação de 0,62% no último mês.

Neste sentido, o índice registrado foi bem superior à variação de 0,21% apurada em setembro e levemente acima das projeções do relatório Focus do Banco Central, que indicava alta de 0,55%, e das projeções do coordenador da pesquisa da Fipe, Paulo Picchetti, que apostava alta de 0,60% para o mês.

Na mesma pesquisa da autoridade monetária junto ao mercado, realizada na última quarta-feira, as expectativas para a inflação foram elevadas de 6,25% para 6,29% no acumulado de 2004.

Transportes: alta dos combustíveis pesou

Entre os itens que compõe o índice, transportes foi o destaque, registrando alta de 1,32%, muito acima da inflação de 0,44% verificada no mês de setembro. Deste modo, fica evidente o impacto do aumento dos combustíveis a partir do dia 15 do mês passado.

È importante salientar que o reajuste já era esperado, diante dos elevados patamares do preço do barril de petróleo, cerca de US$ 50 em Nova York nos últimas semanas. Estimativas iniciais da Petrobras apontavam alta de 1,6% para a gasolina e de 3,8% para o diesel nas bombas, porém o aumento superou as estimativas da estatal.

Fipe projeta IPC em 6% em 2004

Neste sentido, a Fipe projeta contribuição de 0,26 ponto percentual na inflação para os últimos três meses do ano. Outro ponto que pesou no índice foi a inversão na tendência dos preços dos alimentos, alta de 0,28% em outubro frente a queda de 0,57% verificada em setembro.

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No acumulado de janeiro até outubro, o índice da fundação vinculada à Universidade de São Paulo registra aumento de 5,57% nos preços no município de São Paulo. Portanto, muito próxima da projeção de 6% da Fipe, que na hipótese de um novo aumento nos combustíveis, estima que a inflação pode ultrapassar 6,5% no ano.