Fipe eleva projeção de inflação em São Paulo para 0,62% em junho

Projeção para alta do IPC em junho passa de 0,56% para 0,62%, puxada pelo reajuste dos combustíveis

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SÃO PAULO – A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) elevou novamente, nesta sexta-feira (18/06), sua projeção de inflação, de 0,56% para 0,62% no fechamento do mês de junho, na cidade de São Paulo.

Nessa segunda-feira (14/06), frente ao reajuste dos combustíveis, o coordenador da pesquisa do IPC (Índice de Preços ao Consumidor), Paulo Picchetti, já havia alterado sua projeção para o mês de 0,50% para 0,56%.

Alta nos combustíveis gera nova revisão

A segunda revisão feita em uma mesma semana por Picchetti para o IPC-Fipe de junho também se deve ao aumento do preço da gasolina. Novos cálculos da Fipe indicam que o impacto da alta dos combustíveis será maior do que o esperado previamente.

O aumento nas refinarias de 10,8% no preço da gasolina e de 10,6%, no diesel, anunciado na última segunda-feira pela Petrobras, rendeu, nos postos, na primeira semana de reajuste aumento de 4,5% no preço da gasolina e de 6,4% no diesel.

De acordo com Piccheti, essas altas nos combustíveis serão responsáveis por um impacto direto de 0,12 ponto percentual na inflação de São Paulo. Porém, isso não será tudo. Indiretamente, a alta da gasolina também deverá refletir aumento de preços dos industrializados e dos serviços – que responderão por 0,16 ponto percentual.

Reajuste deve causar impacto até agosto

Dessa forma, no total, a alta dos combustíveis deve contribuir com 0,28 ponto percentual na inflação, sendo 0,12 ponto no fechamento de junho, 0,14 ponto em julho e 0,02 ponto em agosto.

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Picchetti explica ainda que o aumento da gasolina gera alta imediata no preço dos serviços, enquanto que os industrializados são afetados somente 30 dias depois, em média. Já o aumento do diesel se reflete imediatamente em altas tanto nos serviços quanto nos industrializados.

Previsão de inflação para 2004 é mantida

Mesmo com a previsão de alta na inflação de junho, a Fipe ainda manteve a estimativa de inflação para o fechamento de 2004, entre 5,5% e 6%. Segundo Picchetti, a contribuição geral dos novos preços da gasolina e do diesel, de 0,28 ponto percentual, no custo de vida das famílias paulistanas está dentro do intervalo já previsto para o índice do ano.