Fipe eleva projeção da inflação medida pelo IPC de maio de 0,35% para 0,50%

Alta nos alimentos e cotação do dólar puxam alta dos preços e fazem Fipe elevar projeção de inflação para maio

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SÃO PAULO – A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) elevou de 0,35% para 0,50% sua projeção de inflação para o fechamento de maio na cidade de São Paulo. A divulgação do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da terceira quadrissemana de maio nesta quarta-feira (26/05) indica uma inflação (+0,49%) superior à esperada pela fundação.

De acordo com o coordenador do IPC, Paulo Picchetti, a mudança na projeção da Fipe deve-se, sobretudo, à alta dos alimentos e da cotação do dólar registradas no período. O grupo alimentação apresentou alta de 0,70%, contra retração de 0,51% em igual período de abril.

Alimentação puxa alta nos preços

“O grupo alimentação está subindo muito mais que o imaginado”, ressalta Picchetti, destacando as altas do mamão (+31,98%) e do tomate (+19,17%). O frio foi apontado pelo coordenador como o principal fator comprometedor do desempenho dos produtos in natura.

Os medicamentos, que, por sua vez, pressionaram a alta de preços do IPC no começo de maio, têm diminuído sua contribuição no fechamento do mês. A Fipe prevê que o grupo medicamentos tenha impacto de 0,05 ponto percentual no IPC de maio.

Dólar em alta

A alta do dólar, ocorrida no meio do mês, segundo Picchetti influenciará diretamente as perspectivas de inflação do fechamento de maio. O salto de R$ 2,90 para R$ 3,20, registrado no período, afeta principalmente os produtos industrializados, como os eletrodomésticos.

Da segunda quadrissemana de maio para a terceira, os produtos industrializados tiveram sua alta variando de 0,57% para 0,80%. “Essa alta é reflexo do efeito do câmbio e das commodities sobre os insumos”, afirma Picchetti.

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Petróleo permanece uma incógnita

Já o avanço do preço do petróleo no mercado internacional ainda não é considerado pela Fipe como elemento capaz de influenciar a inflação de maio em São Paulo. “A alta do petróleo afeta as expectativas, mas não a inflação de maio. A questão é qual será o impacto do avanço do petróleo no aumento da gasolina no mercado interno”, afirma Picchetti.

Sem considerar variações de outros itens, a Fipe espera que um aumento de 15% a 20% na gasolina no país possa, então, gerar inflação de 0,50% a 0,80% na cidade de São Paulo.