Fipe eleva previsão de inflação de São Paulo para 0,66% em janeiro

Foi a segunda revisão de alta no mês; a primeira, feita no dia 19, elevou a projeção para 0,62% e agora, para 0,66%

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SÃO PAULO – Em coletiva realizada nesta sexta-feira, o coordenador de pesquisas de preços da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), Paulo Picchetti, elevou pela segunda vez a projeção da inflação de janeiro, de 0,62% para 0,66%. Na última coletiva, realizada em 19 de janeiro, a projeção já havia sido elevada de 0,60% para 0,62%.

Segundo Picchetti, além do impacto dos reajustes nas tarifas dos transportes coletivos e das mensalidades escolares, o índice de janeiro deverá ser fortemente pressionado pelo aumento dos preços dos produtos in natura decorrente das chuvas.

Esses produtos registraram uma elevação nos preços de 1,07% na terceira quadrissemana de janeiro, após um longo período de quedas. O grupo alimentação, como um todo, registrou alta de 0,47% no período.

Excursões continuam sendo as principais vilãs

Apesar de ser maior do que a última divulgada, a projeção de 0,66% indica desaceleração da inflação na região metropolitana de São Paulo, já que a inflação registrada na terceira quadrissemana de janeiro foi de 0,72%.
Segundo Picchetti, o item viagem (excursões), que com o aumento de 13,17% no período foi o que mais contribuiu para o índice, deve fechar o mês com aumento médio de 8%. Com isso, a contribuição para o índice cheio deve cair de 0,10 para 0,06 ponto percentual.

Transporte coletivo também contribui para elevação

Os aumentos nos preços das passagens dos ônibus intermunicipais, ônibus interurbanos, dos trens e do metrô devem contribuir com 0,10 ponto percentual para a inflação de janeiro.
Já a projeção para o aumento das mensalidades escolares se mantém em 7%, contra as previsões iniciais de 10%. Contudo, este menor aumento não foi suficiente para anular os efeitos dos aumentos das passagens.
Como aspecto positivo, Paulo Picchetti destacou a queda de 1,71% nos preços do álcool combustível, que em 2004 foram elevados em 28%. Além disso, a previsão de inflação acumulada em 2005 foi mantida entre 5,0% e 5,5%.