Fipe: alimentos não devem subir tanto em 2008; em educação, alta é sazonal

"A elevação dos preços não deverá ser tão forte como no ano passado", acredita o coordenador do IPC, Márcio Nakane

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SÃO PAULO – A inflação sobre os alimentos não deve ser tão acentuada este ano, acredita o coordenador do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), Márcio Nakane.

“Não teremos os bons resultados de 2005 ou 2006, por exemplo, mas a elevação dos preços não deverá ser tão forte como no ano passado”, acredita.

Previsões favoráveis

Conforme divulgou a Fipe nesta terça-feira (29), o grupo alimentação apresentou uma alta nos preços de 1,45% na terceira quadrissemana de janeiro, um pouco menor do que o 1,66% registrado no período anterior.

De acordo com Nakane, as previsões de oferta este ano são favoráveis, apesar de os alimentos serem fortemente influenciados pelas condições climáticas. “A crise nos mercados internacionais também é favorável aos preços”.

Ainda segundo o coordenador do IPC-Fipe, os destaques neste começo de ano estão com os alimentos in natura, sobretudo devido às fortes chuvas, e com o feijão, cujas altas, apesar de bem menores que de 2007, ainda estão significativas.

Além desses produtos, Nakane cita o tomate, cuja alta atingiu 41,5% esta semana. “Nas próximas medições, o produto deve apresentar quedas significativas, já que é muito sensível às variações climáticas”, explica.

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Educação

Em relação aos preços do grupo educação, cuja alta atingiu 1,87% na segunda quadrissemana de janeiro e 2,96% na terceira, o economista afirma que as variações são totalmente sazonais, uma vez que a grande maioria dos cursos tem reajuste nesta época do ano.

Para agosto, início do segundo semestre do ano letivo, a previsão é de altas bem menores, já que pouquíssimos estabelecimentos devem reajustar suas mensalidades.

Por fim, o coordenador do IPC-Fipe aponta os conjuntos de preços administrados (o que inclui as tarifas de energia elétrica, telefone etc) e o de preços não-comercializáveis (diversos serviços – cabeleireiro, restaurantes, viagens e outros) como sendo os possíveis destaques de alta para este ano.

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No primeiro caso, a variação positiva é esperada, devido ao bom comportamento em 2007, e no segundo, por conta da economia aquecida, que faz crescer a demanda por estes serviços, cujos preços costumam reagir rapidamente à alta na procura.