Financiamento imobiliário ainda é caro e abusivo, diz Pro Teste

Pesquisa da entidade mostra ainda quais são as melhores modalidades para diferentes perfis. Veja algumas dicas

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SÃO PAULO – Há pouco mais de três meses, o superintendente técnico da Associação Brasileira das Entidades de Crédito e Poupança (Abecip), José Pereira Gonçalves, afirmou em entrevista a InfoMoney que ficaria mais barato financiar imóvel neste ano.

No entanto, pesquisa divulgada nesta quarta-feira (14) pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) afirma que “o mercado continua oferecendo taxas altas e contratos abusivos”.

Linhas de crédito

O levantamento analisou as linhas de crédito imobiliário dos bancos Nossa Caixa, Real, Caixa Econômica Federal, HSBC, Bradesco, Banrisul, Itaú, Santander Banespa e Unibanco. Em relação ao último estudo, houve “pequena” redução das taxas de juros, que giram em torno de 12% ao ano.

“Mas somados todos os encargos envolvidos, o custo do financiamento pode atingir 20,62% ao ano”, explicou a entidade por meio de nota.

Competitividade

De acordo com a Pro Teste, apesar de algumas medidas tomadas pelo governo nos últimos dois anos, algumas mudanças como as linhas de crédito com prestações fixas nem sempre são boa opção, já que as instituições usam a alienação fiduciária em seus contratos, o que deixa o consumidor mais vulnerável e não traz taxas melhores.

Na avaliação da entidade, em vez de estimular a concorrência pela redução de juros, os bancos têm segmentado as linhas. Enquanto as taxas diminuíram para imóveis de até R$ 100 mil, as de até R$ 350 mil não tiveram alteração.

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Taeg

A Pro Teste orienta os consumidores a utilizarem como base a Taxa Anual Efetiva Global de Encargos (Taeg). No site www.proteste.org.br há um simulador que permite uma comparação entre os diferentes financiamentos utilizando a taxa, que avalia, além de juro, diversos outros custos.

Veja abaixo os três cenários pesquisados, com base na Taeg:

À vista

Douglas Renato Pinheiro, professor do curso de Administração das Faculdades Integradas Rio Branco, explica que o melhor negócio continua sendo o pagamento à vista. No caso da impossibilidade de dar todo o dinheiro no ato da compra, deve-se pelo menos ter uma boa quantia para a entrada.

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“O cliente precisa ter, no mínimo, 30% do valor do imóvel para a entrada. Assim, financiam-se os 70% restantes”, orientou o professor, lembrando, no entanto, que o pagamento no ato resulta em um aumento do poder de barganha do comprador. “Ele pode conseguir um desconto no valor total de 5% a 6%”, lembrou Pinheiro.

Planejamento

O especialista afirmou ainda que antes de qualquer coisa é importante realizar um planejamento financeiro e ter controle sobre o orçamento doméstico. Após colocar todos os ganhos e gastos em uma planilha de controle – que deve ser atualizada mensalmente – fica mais fácil saber quanto se pode investir na compra de um imóvel.

Desvantagem

Ainda, segundo a Pro Teste, um item que requer muita atenção é o contrato. A organização encontrou cláusulas que muitas vezes trazem desvantagem ao consumidor:

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Dicas

Por fim, ficam algumas dicas da instituição para que o negócio seja feito da melhor forma: