Fim de isenções de impostos deve bancar pacote de empregos de Obama

Medida deve arrecadar ao todo US$ 467 bilhões, deixando um "colchão de segurança" de US$ 20 bilhões para não prejudicar déficit

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SÃO PAULO – Depois de propor um plano de estímulo ao mercado de trabalho dos Estados Unidos no valor de US$ 447 bilhões, o presidente norte-americano, Barack Obama, deve promover o fim de várias isenções temporárias de impostos vigentes no país para bancar seu novo programa. A informação foi dada à imprensa pelo diretor de contas da Casa Branca, Jack Lew, nesta segunda-feira (12), de acordo com a CNBC.

Segundo Lew, tais isenções abrangem inclusive aquelas dadas às companhias do setor de petróleo e gás, assim como aos que ganham um salário superior a US$ 200 mil anuais. O valor total que será arrecadado com esta medida é de US$ 467 bilhões, suprindo a demanda do programa de estímulo proposto por Obama. De acordo com Lew, os US$ 20 bilhões extras deverão servir como um “colchão de segurança” para que os congressistas tenham certeza de que o plano não deverá piorar ainda mais a situação do déficit dos EUA.

“No lugar de investir em empregos e no crescimento econômico, nós vamos ter que pagar por isso”, disse Lew. O projeto de Obama deve passar por votação no Congresso dos Estados Unidos nesta segunda-feira.