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SÃO PAULO – Pode-se dizer que a calmaria de preços ao motorista durante o período de entressafra de cana-de-açúcar, se não chegou ao seu fim, pelo menos deu uma virada na tendência.
O preço do álcool combustível, após apresentar encarecimento de 1,56% na semana encerrada em 07 de abril, voltou a subir no período de sete dias findos no dia 14 do mesmo mês. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), em nível nacional a variação foi de 1,97%. O litro da gasolina, por sua vez, ficou 0,48% mais caro no mesmo período. Na semana passada, o litro do álcool saía por R$ 1,656, enquanto o da gasolina custava R$ 2,526.
Analisando apenas os preços empregados no Estado de São Paulo, a mesma quantidade dos produtos saía por, respectivamente, R$ 1,419 e R$ 2,412, mostrando aumento de 1% e 0,29%, nesta mesma ordem.
Reflexo
Essa tendência pode ser um reflexo do aumento de preço cobrado pelos usineiros dos distribuidores.
Segundo o Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), de 09 de fevereiro até 30 de março, os litros do anidro (utilizado na mistura da gasolina) e do hidratado (combustível) aumentaram 31% e 23%. No levantamento seguinte, entre 26 de março e 01 de abril, o primeiro ficou 0,09% mais caro, enquanto o segundo ficou 1,53% mais barato.
Já no último estudo disponível, os preços entre 9 e 13 de abril caíram. O litro do anidro ficou 0,07% mais barato, passando para R$ 1,07072. O hidratado, por sua vez, teve queda de 0,71% em seu valor, custando R$ 0,94297.
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O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo estima que as variações aos distribuidores chegam em um prazo médio de duas semanas às bombas de combustível.
Entenda
Esse sobe e desce dos preços é resultado do período de entressafra de cana pelo qual o Brasil passa atualmente, o que faz com que haja moagem em menor nível. A nova safra deve ser colhida entre abril e maio, o que fará com que a oferta e a demanda voltem ao normal.
Neste ano, a situação não foi tão crítica quanto o mesmo período compreendido entre 2005 e 2006, quando o valor do álcool chegou quase a dobrar e os usineiros, por conta dessa “inflação desenfreada”, perderam 35% de seu mercado consumidor.
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Já a gasolina é composta por 23% de álcool anidro, o que faz com que também haja oscilação de seu valor, de acordo com o preço empregado aos distribuidores. É importante lembrar que, desde 2005, esse é o único fator que influencia na variação desse combustível em especial, que tem seu preço tabelado pela Petrobras.
20% mais barato
Vale recordar que dados divulgados no último dia 02 pela ANP mostram que o litro do álcool ficou 20,12% mais barato em março, tomando como base o mesmo mês do ano passado. Em real, o litro passou de R$ 1,983 para R$ 1,581, na média nacional.
Ainda analisando os preços empregados em todos os postos do País, a queda foi de 0,19% na comparação com fevereiro, quando o litro saía por R$ 1,584.