FIEX terminam agosto com o melhor resultado da indústria de fundos

De acordo com dados da Associação Nacional de Bancos de Investimento (ANBID) os Fundos de Investimento no Exterior (FIEX) foram os fundos de maior rentabilidade no mês de agosto. Neste período os FIEX renderam 8,35% impulsionados pela alta do dólar e principalmente pela recuperação das cotações dos títulos da dívida pública indexados à moeda americana. […]

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De acordo com dados da Associação Nacional de Bancos de Investimento (ANBID) os Fundos de Investimento no Exterior (FIEX) foram os fundos de maior rentabilidade no mês de agosto. Neste período os FIEX renderam 8,35% impulsionados pela alta do dólar e principalmente pela recuperação das cotações dos títulos da dívida pública indexados à moeda americana. Entretanto, este rendimento não foi suficiente para tranqüilizar os investidores e até o dia 29 de agosto este produto apresentava uma saída líquida de R$ 120 mil. O patrimônio líquido destes fundos era de R$ 434,88 milhões, bem acima dos R$ 401,19 milhões que o fundo possuía no final de julho.

Outros destaques de rentabilidade foram os fundos referenciados ao câmbio rendendo 3,81%, os Previdência Referenciado ao Câmbio com 3,49% de rentabilidade no mês e os Multimercados sem Renda Variável que renderam 2,35%. Dentre os fundos com maior patrimônio líquido, destaque para os fundos de Renda Fixa que renderam, em uma média de 30 dias, 1,57% e estiveram acima dos fundos DI, que apresentaram rendimento de 1,52%.

A pior aplicação do mês ficou com os fundos de ações, principalmente os setoriais de telecomunicações que tiveram rentabilidade negativa de 10,30%. Os fundos indexados ao Ibovespa também foram os grandes perdedores do mês. Os fundos classificados como Ibovespa Indexado perderam 5,12% e os Ibovespa Ativo obtiveram rentabilidade negativa de 4,17%. No mês de agosto os investidores estiveram muito apreensivos com a situação da Argentina e a desaceleração econômica mundial. Com um impasse na solução da crise do país vizinho, os mercados brasileiros foram também influenciados pelas perspectivas negativas dos resultados das empresas brasileiras com uma forte desaceleração da atividade econômica. Com isso houve uma queda no volume negociado na bolsa paulista o que diminuiu a liquidez e forçou os preços das ações para baixo.

Em se tratando de captação líquida, os fundos DI continuaram como os que receberam mais recursos no mês, um total de R$ 2,429 bilhões. Novamente a instabilidade do mercado financeiro foi o fator determinante para a migração para os fundos DI, que captam mais rapidamente as oscilações de taxas de juros do mercado. Os fundos Multimercados com Renda Variável com Alavancagem (+1,70%) ficaram em segundo lugar em captação líquida no mês, que totalizou R$ 1,22 bilhão. No total, a indústria de fundos conseguiu uma captação líquida de R$ 865 milhões no mês, resultado melhor do que a saída líquida de R$ 1,66 bilhão. Em sentido oposto estavam os fundos de Renda Fixa que perderam R$ 2,19 bilhões no período. Outros fundos que registraram saída de recursos foram os Multimercados sem Renda Variável com Alavancagem (+2,00%), perdendo R$ 337,68 milhões.

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