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O grupo Fictor, que junto com investidores árabes fez proposta de compra do banco Master, entrou com pedido de recuperação judicial em São Paulo. A decisão, segundo informou a empresa, visa garantir a continuidade da operação da empresa e a manutenção dos empregos.
Com a recuperação judicial, a Fictor oficializa a renegociação de seus compromissos financeiros, que somam R$ 4 bilhões. Desde dezembro passado, a Fictor vinha atrasando o pagamento a seus investidores.
O pedido foi feito neste domingo no Tribunal de Justiça paulista. Ele vale para a Fictor Holding e para a Fictor Invest. A empresa atua também no setor de alimentos e infraestrutura.
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De acordo com comunicado, a decisão busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros, com foco nos sócios participantes – que representam a grande maioria dos credores.
“A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável”, informa a empresa em nota.
Com a recuperação judicial, o grupo Fictor pretende realizar a quitação das dívidas sem nenhum deságio (desconto). No pedido de recuperação judicial, foi solicitada ‘tutela de urgência’ para suspender execuções e bloqueios de recursos da empresa por um período inicial de 180 dias. Com isso, a Fictor espera reduzir o risco de “corridas individuais” que pressionem ainda mais a liquidez da empresa.
“Nesse período, pela lei, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento de seus compromissos, sem interromper as operações e, consequentemente, preservando mais de 10.000 empregos diretos e indiretos”, explicou a empresa na nota.
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