Ficará mais fácil comprar casa própria, prevê especialista

Segundo coordenador da Equifax, o Brasil está prestes a entrar na era da aquisição de imóveis, com maior facilidade de pagamento

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O Brasil está prestes a entrar na era da casa própria. A queda da taxa de juros, o desenvolvimento de novos mecanismos de poupança e empréstimo – como os fundos imobiliários -, a abertura de capital das construtoras e a regulamentação de medidas que fortaleçam a garantia dos empréstimos darão à classe média maior acesso ao crédito de longo prazo a um custo compatível com sua renda.

Pelo menos foi isso o que preconizou, por meio de nota, o coordenador do Centro de Conhecimento Equifax e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Alcides Leite. Em sua avaliação, a desoneração tributária dos materiais de construção também é uma ferramenta para auxiliar na redução do preço dos imóveis.

Empréstimos

Vale lembrar que, no terceiro mês do ano, foram concedidos R$ 1,322 bilhão – total 116% maior que o de 2006 – pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo.

Ao todo, foram 16.084 vendas, o que representa um avanço de quase 96%, se comparado ao ano anterior.

Caminho

Mesmo diante desse cenário e de exemplos de diminuição de juros para crédito imobiliário, Leite lembrou que ainda existe um caminho a se percorrer. “Para viabilizar a popularização do mercado imobiliário no Brasil, é necessário fazer com que as prestações da casa própria entrem no orçamento dos compradores”, explicou.

Como forma de exemplificar esse cenário, o especialista citou um exemplo não muito incomum na realidade do País: muitas famílias de baixa renda possuem equipamentos de alta tecnologia, como televisão em cores de última geração vendida, a preços, no mínimo salgados.

Isso ocorre, adicionou o coordenador, porque os comércios facilitam a venda e parcelam os valores em mensalidades que caibam no bolso do consumidor – o que ainda não ocorre quando o assunto é venda de imóveis.

Juros

“Isso só será possível com financiamento de longo prazo com juros baixos, como acontece na maioria dos países desenvolvidos”. Leite explicou que, para que os bancos possam fornecer esse tipo de empréstimo, é necessário encontrar quem esteja disposto a aplicar recursos nas mesmas condições.

Com um setor público que paga juros básicos de 12,5% ao ano, sem nenhum risco, dificilmente alguém aplicaria seu dinheiro a um juro menor do que esse. “Somente se os juros básicos da economia recuarem para patamares civilizados é que surgirão fontes viáveis para o financiamento imobiliário”, finalizou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhe