Papel e Celulose

Fibria admite piora de resultados no 2T11, mas não diminui otimismo do Citi

Banco reitera a compra, considerando injustificável o desempenho negativo dos papéis recentemente

Por  Tatiane Monteiro Bortolozi -

SÃO PAULO – Em reunião anual com empresas do mercado brasileiro de papel e celulose, organizada pelo Bank of America Merrill Lynch, a Fibria (FIBR3) reiterou a visão positiva quanto aos fundamentos de preço e demanda nos próximos anos. A empresa, entretanto, admitiu a preocupação com os impactos da inflação e da apreciação do real. Admitindo os riscos, o Bofa reiterou a recomendação de compra, considerando a performance negativa da ação como “injustificável”.

Para os executivos da Fibria, os preços da celulose devem continuar elevados até 2013, graças à demanda chinesa. A empresa confirmou a retomada da demanda do país asiático em maio e junho, a despeito de um mês de abril ruim. No curto prazo, a empresa espera que os preços de hardwood sigam estáveis, embora o spread de US$ 160/tonelada contra softwood seja não sustentável, informou a empresa.

Perspectivas futuras menos positivas
A Fibria diz esperar resultados mais fracos na passagem trimestral para o segundo trimestre deste ano. Os custos de capital ultrapassam R$ 500/tonelada, por conta do custo da inflação e a manutenção da paralisação em algumas instalações.

Já em 2014, a empresa planeja inaugurar uma nova fábrica em Tres Lagoas. No entanto, os executivos frisaram que, caso os retornos não se mostrem atrativos, pode adiar os planos de consolidação no Brasil.

Bofa reitera compra
Os analistas Thiago Lofiego, Felipe Hirai e Karel Luketic, a despeito dos riscos admitidos pela própria companhia, reiteraram a compra do papel, mantendo a preferência pela exposição aos fundamentos do mercado de papel e celulose. A Suzano (SUZB5), também sob cobertura da instituição, possui sugestão de neutralidade.

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