Fiat se vê perplexa com exigências da GM para compra da europeia Opel

CEO mostra-se insatisfeito com negociações e diz que não vai investir em "organização com posições financeiras incógnitas"

Publicidade

SÃO PAULO – Perplexo. É como se sente Sergio Marchionne, CEO (Chief Executive Officer) da Fiat, quando analisa as exigências financeiras da General Motors nas negociações para a compra da Opel.

Enquanto isso, a montadora de Detroit corre contra o relógio para escapar de um pedido de concordata, dado que o governo norte-americano estipulou um prazo – até a próxima segunda-feira (1) – para a companhia mostrar-se saudável.

Quem muito quer

“De fato, não é razoável esperar, com base nos julgamentos comerciais prudentes e na governança corporativa certa, que a Fiat proverá fundos para uma organização cujos detalhes e posições financeiras permanecem desconhecidas”, completou Marchionne, indignado com a rival norte-americana.

Cabe ressaltar que as conversas esfriaram na última quinta-feira (28) após a General Motors exigir do governo alemão um empréstimo-ponte na casa de € 300 milhões – proposta recusada e criticada por Berlim.

Fim da linha?

Talvez indicando o fim da linha para a Opel, a canadense Magna International encontra-se frustrada com as negociações correntes, conforme fontes ligadas à companhia.