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SÃO PAULO – A FGV (Fundação Getulio Vargas) apurou que os empresários nacionais estão menos otimistas com relação à economia e conclui que o arrefecimento do ritmo de expansão da produção, sinalizado na virada do ano, persiste neste mês.
A opinião veio após a Sondagem Conjuntural da Industria de Transformação, pesquisa que a entidade promove trimestralmente desde 1966. Consultando 990 empresas entre 28 de março e 25 de abril, a FGV colheu indicações sobre o estado geral da economia e suas tendências.
Percepção sobre a demanda interna piorou
Para o quadro atual, a pesquisa mostrou que a quantidade de empresas que consideraram a demanda interna como “forte” caiu de 16% para 12%, na comparação de abril de 2004 para abril deste ano.
No mesmo sentido, mostrando uma deterioração da percepção do empresário brasileiro com relação à demanda interna, a proporção das empresas que consideraram a demanda como “fraca”, entre abril deste ano e abril de 2004, passou de 15% para 17%.
Demanda externa continua forte
Entretanto, a sondagem mostrou que a demanda externa ainda apresenta consistência favorável. Segunda a pesquisa, 27% dos entrevistados classificaram a demanda externa como “forte”, enquanto que 12% das empresas classificaram-na como “fraca”; números bastante semelhantes aos dados de abril do ano passado.
Finalmente, o empresariado industrial apresentou uma percepção menos favorável neste mês. A proporção de empresas que avaliaram a situação atual como “boa” reduziu-se de 25% para 21%, enquanto que os mesmos 19% avaliaram a economia como “fraca” entre abril deste ano e abril de 2004.