Festa continua: Ibovespa sobe 2% e atinge os 85 mil pontos; dólar e DIs recuam

Rali segue com petista muito enfraquecido para seguir na disputa eleitoral

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SÃO PAULO – Seguindo com a euforia após a condenação de Lula na última quarta-feira (24), que deixa o ex-presidente muito enfraquecido para seguir na disputa eleitoral, o Ibovespa sobe 2,05% e segue batendo recordes nesta sexta-feira (26). Às 14h24 (horário de Brasília), o índice era cotado em 85.412 pontos e em meio ao bom momento do mercado fica a pergunta: até onde vai o rali pós-condenação do Lula?

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Com o melhor pregão desde 3 de janeiro de 2017, quando subiu 3,73%, o Ibovespa atingiu na própria quarta-feira o objetivo primário (83.620 pontos) da perna de alta formada entre 72.680 e 79.440. Apesar disso, a euforia pós-condenação do Lula não deve parar por aí e o índice tem o caminho aberto para novas máximas.

O próximo objetivo do mercado está marcado em 86.200 pontos, lembrando que os estrategistas de corretoras e grandes bancos de investimentos apontam que o mercado tem potencial de atingir ainda este ano a marca de 90 mil pontos, tendo como premissa uma melhora da economia, perspectiva de aumento nos lucros e redução da alavancagem das empresas, como o ambiente benigno para a inflação, que promete manter a Selic em 7% ao ano por um bom tempo.

Com o clima de euforia, o dólar futuro com vencimento em fevereiro registrava desvalorização de 0,11%, aos R$ 3,147, enquanto os contratos com vencimento em janeiro de 2019 e 2021 operavam em baixa de 3 pontos-base, cotados a 6,79% e 8,72%, respectivamente.

Condenação de Lula

Um dia depois da condenação, PT lançou a pré-candidatura de Lula à Presidência, mas a avaliação é de que haverá dificuldades para que ele consiga apoio de outros partidos aliados históricos, que veem a candidatura inviabilizada, enquanto a possibilidade de que ele seja preso ainda no primeiro semestre também paira no radar – e leva a planejamento até da própria Polícia Federal sobre como será o dia em que ele será levado a prisão.

No final da noite de ontem, o ex-presidente sofreu mais um revés. O juiz federal da 10° Vara do DF, Ricardo Leite, determinou a apreensão do seu passaporte. Lula pretendia embarcar na madrugada desta sexta-feira (26) para a Etiópia, onde falaria em série de eventos sobre corrupção. Enquanto isso, as análises sobre como fica o cenário eleitoral se o petista realmente não concorrer também seguem no radar e a avaliação é de que aumenta a chance de uma candidatura de centro, mas que os riscos para o mercado não estão eliminados – veja mais clicando aqui.

PIB dos EUA decepciona
Nos EUA, o destaque da agenda econômica ficou por conta da primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) referente ao quarto trimestre, que decepcionou ao apontar crescimento de 2,6% em taxa anualizada, enquanto os analistas esperavam por uma alta de 3% entre outubro e dezembro. O último resultado quadrimestral divulgado havia apontado para um crescimento de 3,2% da maior economia do mundo.

Por aqui, às 14h30, serão revelados os dados de arrecadação de dezembro, com estimativa de um número de R$ 139 bilhões, aceleração frente os R$ 115 bilhões arrecadados em novembro. Vale apontar ainda uma notícia da coluna Painel, da Folha, de que aliados do presidente Michel Temer admitem reduzir a reforma da Previdência a apenas dois pontos para tentar aprovar o texto: a idade mínima e o fim da aposentadoria por tempo de contribuição. “Fora isso, tudo é negociável”, aponta a coluna.

Destaques do mercado

Do lado positivo, destaque para as ações dos bancos, que seguem com o rali de alta de quarta-feira e são considerados a principal “porta de entrada” dos investidores estrangeiros no mercado brasileiro, enquanto os papéis da Vale (VALE3) recuam acompanhando a queda do minério de ferro e com preocupações sobre a demanda pela commodity pelas siderúrgicas chinesas. Fora do índice, atenção para a disparada de 5% pelas ações da Cesp (CESP6) com a privatização cada vez mais próxima (veja mais aqui).

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ESTC3 ESTACIO PARTON 33,85 +4,15 +3,14 20,15M
 VVAR11 VIAVAREJO UNT N2 27,09 +2,89 +10,71 16,69M
 RAIL3 RUMO S.A. ON 13,59 +2,72 +4,78 17,76M
 CYRE3 CYRELA REALTON 14,88 +2,62 +12,56 2,51M
 CMIG4 CEMIG PN 6,92 +2,52 +0,73 24,74M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CIEL3 CIELO ON 26,31 -2,56 +11,86 35,83M
 VALE3 VALE ON 41,12 -1,58 +2,14 114,14M
 BRAP4 BRADESPAR PN 30,82 -1,53 +7,31 3,45M
 SUZB3 SUZANO PAPELON 20,60 -1,39 +10,22 6,57M
 FIBR3 FIBRIA ON 52,52 -1,33 +9,76 31,22M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

ADRs no feriado

Em dia sem atividades na bolsa brasileira por conta do aniversário de São Paulo, o índice Brazil Titans 20, que reúne os principais ADRs (American Depositary Receipt) de empresas nacionais negociados em Wall Street, fechou a última quinta-feira (25) em alta e estendeu a euforia do mercado após a condenação de Lula.

O índice fechou com ganhos de 0,75%, aos 26.026 pontos, após encerrar com alta de 5,78% na véspera. Enquanto isso, o principal ETF (Exchange Traded Fund) brasileiro, o EWZ iShares MSCI Brazil Capped, registrou avanço de 1,04%.

Confira o desempenho dos principais ADRs brasileiras na NYSE no feriado:

Empresa ADR Variação Preço
CSN SID -0,15% US$ 3,37
Bradesco BBD +2,06% US$ 12,89
Santander BSBR +1,17% US$ 11,20
Itaú Unibanco ITUB +2,64% US$ 16,52
BRF BRFS +1,39% US$ 11,69
Ultrapar UGP +0,93% US$ 25,92
Sabesp SBS +0,04% US$ 11,35
Pão de Açúcar CBD +1,46% US$ 24,38
Fibria FBR -2,45% US$ 16,35
Copel ELP +1,34% US$ 7,58
Ambev ABEV -0,66% US$ 6,83
Telefônica Brasil VIV +1,15% US$ 16,78
TIM Participações TSU +0,76% US$ 20,51
Embraer ERJ +0,52% US$ 25,17
Cemig CIG +1,90% US$ 2,15
Petrobras PBR.A +1,35% US$ 12,42
Petrobras PBR +1,34% US$ 13,27
Vale VALE -1,75% US$ 12,95
Gerdau GGB +0,22% US$ 4,53

Bolsas mundiais

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, enquanto investidores continuaram observando a volatilidade do dólar na esteira de comentários de autoridades dos EUA. No meio da semana, o DXY (Dollar Index) atingiu mínimas em três anos após o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, afirmar que um “dólar mais fraco é bom para o comércio”. Porém, Trump desmentiu essa mensagem no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, ao dizer que o “dólar vai ficar cada vez mais forte”, afirmando sobre a força da economia norte-americana.

Na China, atenção para o avanço no lucro de grandes empresas industriais chinesas que perdeu força em dezembro, ao subir 10,8% na comparação anual, contra um de 14,9% em novembro. Pequim também divulgou hoje um plano detalhado para que empresas alavancadas troquem dívidas por ações, numa nova tentativa de reduzir os elevados níveis de endividamento na segunda maior economia do mundo.

Às 14h24, este era o desempenho dos principais índices:

*Dow Jones (EUA) +0,24%

*S&P 500 (EUA) +0,38%

*Nasdaq (EUA) +0,49%

*CAC-40 (França) +0,88%

*FTSE (Reino Unido) +0,57%

*DAX (Alemanha) +0,23% 

*FTSE MIB (Itália) +0,41%

*Hang Seng (Hong Kong) +1,53% (fechado)

*Xangai (China) +0,30% (fechado)

*Nikkei (Japão) -0,16% (fechado)

*Petróleo WTI +0,12%, a US$ 65,59 o barril

*Petróleo brent -0,06%, a US$ 70,37 o barril

*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian -1,52%, a 519 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin -1,91%, a R$ 36.000 (confira a cotação da moeda em tempo real)