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SÃO PAULO – Mais uma semana morna deve marcar o mercado. Além de feriado em São Paulo na quarta-feira (9), a Bovespa terá negociação reduzida no dia anterior com a classificação do Brasil para semifinal. Com a seleção brasileira jogando novamente na terça, a Bolsa terá negociação até às 14h30 (horário de Brasília). Mesmo assim, alguns dados econômicos podem trazer volatilidade.
Passada uma semana guiada por indicadores industriais, na próxima semana será a vez de dados sobre inflação. Na terça-feira (8), será divulgado o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de julho. É esperado uma descompressão na comparação com o mês anterior. Para a Rosenberg Associados, o indicador trará uma variação de 0,39%, contra 0,46% do mês anterior.
Um dia antes, o mercado acompanhará o relatório semanal Focus, pelo Banco Central. Para Inácio Crespo, economista da Guide Investimentos, o mercado deve revisar o número de atividade para baixo, mas não é aguardada nenhuma mudança na inflação. O último relatório, divulgado na segunda-feira (30), mostrou o quinto corte semanal na projeção do PIB (Produto Interno Bruto) de 2014, que passou de 1,16% para 1,10%. Para o IPCA, a estimativa ficou mantida em 6,46%, levemente abaixo do teto da meta.
Além deles, por aqui deve ser monitorado também o indicador de preços IGP-DI de junho, que deve mostrar uma variação negativa de 0,76%, segundo a Rosenberg. O indicador também será divulgado na terça-feira, às 8h. No mesmo horário, será revelado o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal).
Tirando esses indicadores brasileiros, o Ibovespa deve seguir bem dependente do cenário externo, comentou o analista Rafael Fanaro, da Guide Investimentos, lembrando que o fluxo financeiro deve ficar bem reduzido. Hoje, a BM&FBovespa divulgou seu balanço de operações de junho, embora o giro diário na Bolsa tenha registrado apenas uma ligeira queda, o volume financeiro caiu 10% na comparação com maio, indo para R$ 120,42 bilhões. Vale mencionar que o mês passado já contempla o impacto da Copa do Mundo, que iniciou dia 12 de junho. Nos dias do jogo do Brasil, a negociação da Bovespa é interrompida duas horas e meia antes da partida, com exceção do dia da abertura do campeonato, que ficou fechada uma vez que foi decretado feriado em São Paulo.
Vale lembrar ainda que a semana não contará também um dos principais motores do Ibovespa desde março – as pesquisas eleitorais, embora a última não tenha agitado tanto a Bolsa. Na quinta-feira, 3, o Datafolha revelou alta da presidente Dilma Rousseff nas intenções de voto, de 34% para 38%. A queda de Dilma Rousseff costumava levar a uma alta das ações uma vez que os investidores estão mostrando que querem uma mudança no governo. O mercado vê negativamente as intervenções do atual governo em alguns setores da economia e que se reflete principalmente na estatal. Entretanto, ontem, o Ibovespa encerrou em alta de 1,6%, acompanhando principalmente o cenário americano.
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De olho no exterior
Assim como nos últimos dias, o investidor deve ficar atento também ao noticiário externo. Apesar da agenda enfraquecida lá fora, alguns dados da economia chinesa relacionados ao comércio internacional, à inflação ao consumidor e ao produtor e estatística relativa ao mercado de credito, além da ata do Fomc (Federal Open Market Committee) merecem destaque.
Segundo Crespo, a ata do Fomc deve mostrar que o Federal Reserve está de olho no mercado de trabalho, mas não tem pressa para subir a taxa de juro, em linha com o discurso da presidente do banco central dos Estados Unidos, Janet Yellen, feito nesta semana. Ontem, os EUA mostraram que foram criados 288 mil novos empregos em junho, bem acima das expectativas do mercado (de 210 mil postos). A taxa de desemprego caiu de 6,3% para 6,1%, enquanto a projeção dos analistas era de manutenção.
Na China, os dados de inflação serão divulgados na noite de terça-feira, sendo refletidos na Bovespa apenas na quarta-feira. Vale mencionar que os principais indicadores da economia chinesa divulgados nesta semana vieram positivos e contribuiram para puxar os papéis da mineradora Vale (VALE3; VALE5), que tem a China como o principal destino de suas exportações.