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Em julho, os preços dos alimentos continuaram a pressionar a inflação. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,17 ponto percentual e chegou a 0,52% no período, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesse sentido, o leite e o feijão foram os grandes “vilões” da inflação no mês passado. Especialmente o primeiro item, que teve alta de 17,58% com elevação de 0,19 p.p.. Em quatro das treze regiões pesquisadas pelo IBGE, o litro chegou a apresentar alta superior a 20%: Belo Horizonte (23,02%), Rio de Janeiro (22,47%), Brasília (21,76%) e Vitória (21,76%).
O feijão-carioca foi o segundo produto com mais impacto no IPCA, com alta de 32,42% e impacto de 0,13 p.p.. Em Curitiba e São Paulo, o preço do quilo chegou a subir 45,20% e 43,98%, respectivamente. O feijão-preto também subiu, passando a custar, em média, 41,59% a mais, enquanto o mulatinho ficou 18,89% mais caro e o fradinho, 14,72%.
O arroz também subiu, mas com menos força em relação ao itens anteriores. A alta no preços foi 4,68% na média, atingindo 8,27% em Goiânia, 7,49% em Fortaleza e 6,84% em Belém.
Nos primeiros sete meses do ano (janeiro/julho) a inflação medida pelo IPCA acumula alta de 4,96%, queda de 6,83% na comparação com igual período de 2015.