Política monetária

Federal Reserve mantém juros e cita incertezas, mas ainda não vê cortes nas taxas em 2019

Decisão do Fomc apontou que haverá corte de juros, mas a partir de 2020

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SÃO PAULO – Os membros votantes do Federal Reserve decidiram nesta quarta-feira (19) manter a taxa de juros norte-americana na faixa entre 2,25% e 2,50%. James Bullard, do Fed de Saint Louis, foi o primeiro da era Jerome Powell a abrir dissidência e votar por um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juro. 

No comunicado sobre a decisão do Federal Open Market Committee (Fomc), os integrantes do comitê destacaram que as incertezas econômicas aumentaram e retiraram a expressão sobre “paciência”.

A autoridade monetária apontou que monitorará de perto os próximos dados e agirá “como apropriado”. 

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Os integrantes indicaram que ainda não haverá cortes em 2019, mas ainda deixaram em aberto alguma possibilidade de afrouxamento da política monetária no final do ano. Por enquanto, o Fed espera um corte de juros à frente, mas não antes de 2020. 

A autoridade monetária destacou a mão-de-obra forte nos EUA e o emprego sólido, com a taxa de desemprego a patamares baixos. 

Por outro lado, a nota pós-Fomc mudou a redação para admitir que a inflação está abaixo do objetivo de 2% da autoridade monetária. Em sua previsão de inflação para este ano, as autoridades reduziram a estimativa de 1,8% para 1,5%. O núcleo da inflação, que exclui os preços dos alimentos e da energia, passou de 2% para 1,8%, de acordo com o resumo trimestral das projeções econômicas da instituição. 

Além disso, também houve uma mudança na linguagem para indicar que a atividade econômica está “subindo a uma taxa moderada”, atenuando o ânimo em relação à referência de “atividade sólida” divulgada na última reunião. 

Próximos passos

De acordo com o gráfico de pontos com as expectativas dos integrantes do Fed para as próximas reuniões, oito membros são a favor de um corte neste ano, enquanto o mesmo número está a favor da manutenção dos juros e um avalia uma elevação na taxa. Bullard e o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, lideraram a discussão sobre o potencial de cortes nas taxas, enquanto outros membros foram menos firmes.

Em 2020, o consenso foi maior, com nove membros avaliando corte. A direção muda, porém, em 2021, com indicações de um aumento de cerca de 0,25 ponto percentual, culminando em um valor esperado de longo prazo de 2,5%. 

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