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O Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, anunciou há pouco sua decisão quanto à taxa básica de juros dos EUA, que novamente foi rebaixada em 0,50 ponto percentual, para 2% ao ano. Está é a décima vez neste ano em que o Fed promove cortes nos juros dos EUA somando 4,5 pontos percentuais, já que os juros passaram de 6,5% no início de 2001 para os atuais 2% ao ano. Ao mesmo tempo, o comitê federal de mercado aberto (FOMC) da autoridade norte-americana também anunciou o mesmo corte na taxa de desconto, que passou para 1,5% ao ano.
Redução dos juros reflete condições econômicas adversas
O aumento das incertezas e a percepção de que as condições da economia nos EUA e no resto do mundo se deterioram e penalizam o nível de atividade econômica foi o principal motivo apresentado pela autoridade monetária para a redução dos juros. Para o FOMC, os riscos sobre o objetivo de controle de preços e do crescimento econômico sustentável estão se tornando maiores, principalmente para sob as circunstâncias que podem gerar a fraqueza econômica.
Além disso, a nota do Comitê diz que a restrição produtiva pode se intensificar no curto prazo. Contudo, a possibilidade de crescimento econômico e produtivo se mantém favorável e deverá se tornar mais uma vez evidente à medida que as pressões incomuns que contêm a demanda se reduzam gradativamente.
Indicadores norte-americanos confirmam a retração econômica
A combinação de uma retração econômica, com o aumento do desemprego, que reflete a deterioração do mercado de trabalho nos EUA, e ainda com uma forte redução no consumo sustentou a decisão do Fed. O PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA referente ao terceiro trimestre de 2001 recuou 0,4%, enquanto a taxa do desemprego norte-americano cresceu para 5,4% em outubro. No mês, foram eliminados 415 mil postos de trabalho, o nível mais elevado desde maio de 1980.
A atividade industrial em outubro também ficou menor, já que o indicador medido pelo índice NAPM (Associação Nacional dos Gerentes de Compra), atingiu 39,8 pontos, o pior desempenho desde 1990. O resultado reflete a maior queda nos gastos dos consumidores em quase 15 anos, de 1,8% em setembro.
Mercado responde bem ao corte dos juros
Depois de um pregão marcado pela forte volatilidade dos índices norte-americanos, os mercados dos EUA já respondem de forma homogênea à decisão de corte dos juros e revertem quedas. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York, que mede o desempenho das 30 principais empresas norte-americanas, operava em alta de 0,11%, atingindo 9.452 pontos. O índice Nasdaq Composite registrava valorização de 0,49% a 1.802 pontos, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 maiores empresas norte-americanas, subia 0,08% para 1.104 pontos.