Fed reduz estimativa para o PIB dos EUA em 2011 e eleva projeção para inflação

Ata do Fomc mostra que membros da autoridade agora veem a economia do país crescendo entre 3,1% e 3,3% ao final deste ano

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SÃO PAULO – O recente aumento nos preços das commodities, que puxou para cima os índices de inflação nos Estados Unidos, corroborou a percepção de cautela em relação a uma recuperação da economia norte-americana. Embora vejam a inflação em níveis elevados como algo “transitório”, os membros do Fomc (Former Open Market Committee) elevaram nesta quarta-feira (18) suas projeções para os preços nos EUA em 2011.

De acordo com a ata do Fed, divulgada nesta sessão, os participantes da autoridade monetária norte-americana agora esperam que o núcleo de preços do PCE – que mede a inflação oficial nos EUA – registre avanço entre 2,1% e 2,8% em 2011, ante as projeções anteriores de alta de 1,3% e 1,7%. Para os próximos dois anos, as estimativas para a inflação no país também foram elevadas, para entre 1,2% e 2,0% em 2012 e entre 1,4% e 2,0% em 2013.

Crescimento econômico
Além disso, o Fed também promoveu mudanças em suas expectativas de crescimento da economia norte-americana entre 2011 e 2013. Para este ano, a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA é de avanço entre 3,1% e 3,3%, queda em relação à estimativa anterior, de alta entre 3,4% e 3,9%. Já para o próximo ano, a autoridade projeta crescimento econômico entre 3,5% e 4,2%, enquanto para 2013 o PIB deve ficar entre 3,5% e 4,3%.

 “Os participantes disseram que a mudança [nas estimativas] reflete principalmente o ritmo de expansão menor do que o esperado da economia dos EUA no primeiro trimestre deste ano”, revelou o documento do Fed. Ainda segundo a ata, alguns participantes disseram que esperavam que o fraco ritmo de crescimento da economia no 1T11 fosse temporário, mas que alguns indicadores recentes demonstram que isso pode continuar no curto prazo. 

“Esses indicadores incluem os efeitos do forte aumento nos preços das commodities energéticas na economia real do país, assim como a confiança dos consumidores e indicações de que a recuperação no mercado imobiliário arrefeceu, além das contrações nos orçamentos locais e nacional”, completou a ata do Fed.

Para os próximos dois anos, porém, as análises são mais otimistas, avaliando os efeitos positivos da contínua política monetária acomodativa do governo do país e da melhora nas condições dos mercados financeiros, que devem elevar gradualmente a confiança dos consumidores. A estabilização dos preços das commodities também deverá contribuir para este cenário, revelou o Fed.