Fed: próximo movimento no juro básico dos EUA deve ser de elevação, diz minuta

Documento revelou autoridade preocupada com inflação, cujas estimativas para este ano foram elevadas

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SÃO PAULO – O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira (16) a minuta de sua última reunião,
realizada em 25 de junho, quando manteve a Fed Funds Rate em 2,00% ao ano. O documento veio dividido entre temores acerca das pressões inflacionárias e do crescimento econômico do país, embora não tenha se comprometido com alterações no juro básico no curto prazo.

Segundo a autoridade monetária, a manutenção do juro básico do país em junho levou em conta a visão de que o ciclo de cortes já efetuados deve propiciar uma gradual recuperação econômica do país, embora reconheça que o cenário permaneça penalizado pela crise no mercado imobiliário e no setor de crédito.

Desta forma, acabou por prevalecer a visão de um colegiado mais preocupado com a escalada da inflação, guiada principalmente pela disparada nos preços de energia e de outras commodities.

Próximo movimento será de elevação

O temor da autoridade com a aceleração da inflação no país, lastreada principalmente pelo expressivo aumento no preço de itens como alimentação e energia, com a disparada da cotação do petróleo no mercado internacional, continuou crescendo entre as duas últimas reuniões, segundo a ata.

Sendo assim, o Federal Reserve disse através do documento que o próximo movimento na Fed Funds Rate provavelmente será de elevação, embora não deixe claro quando tal atitude será tomada pelos membros do comitê em função dos riscos ainda presentes à expansão econômica dos EUA.

Revisão de perspectivas

Vale lembrar que, na última quinta-feira (15), o Fed revisou para cima suas perspectivas para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano em 2008 de um intervalo de 0,3% e 1,2% para um entre 1,0% e 1,6%. Para 2009, o intervalo esperado pela autoridade é de 2% a 2,8%.

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Em contrapartida, as expectativas para a inflação neste ano, excluídos itens mais voláteis, como os de alimentação e energia, foram acrescidas de um intervalo de 2,2% a 2,4% para um intervalo esperado de 3,8% a 4,2%.

Fim da flexibilização

Com a decisão de manter a taxa básica de juro dos EUA inalterada na última reunião, a autoridade colocou um fim à flexibilização monetária iniciada em setembro do ano passado, quando a crise do subprime irrompeu sobre o país.

Desde então, o Federal Reserve vinha optando por uma expressiva flexibilização a fim de evitar a instalação de um quadro recessivo na economia, tendo cortado 325 pontos-base do juro básico em um período de nove meses.