Fed pode aumentar QE3 se mercado de trabalho não melhorar, diz Dudley

Seguindo o tom do discurso de William Dudley, Jerome Powell, outro membro do Fed, disse considerar a reação do mercado ao possível fim do QE3 exagerada
Federal Reserve Bank of New York CEO William Dudley shields his eyes as he looks into the audience at the Bretton Woods Committee International Council conference in Washington, September 23, 2011. REUTERS/Jonathan Ernst
Federal Reserve Bank of New York CEO William Dudley shields his eyes as he looks into the audience at the Bretton Woods Committee International Council conference in Washington, September 23, 2011. REUTERS/Jonathan Ernst

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SÃO PAULO – Os discursos de membros do Fomc (Federal Open Market Committee) têm ajudado a guiar as expectativas dos investidores sobre os rumos a serem tomados sobre o Quantitative Easing 3 – programa de estímulo monetário norte-americano criado no ano passado que consiste na injeção de dólares na economia através da compra mensal de títulos públicos.

Nesta quinta-feira (27), William Dudley, do Fed de Nova York disse que, caso o mercado de trabalho não apresente melhora, o Federal Reserve pode aumentar o programa de estímulo, ao invés de retirá-lo.

Segundo Dudley, o cenário econômico norte-americano pode se revelar pior do que a expectativa do Fomc o que, segundo ele, tem acontecido nos últimos anos. Caso a divergência entre dados e projeções se confirme, o presidente regional do Fed espera que a autoridade monetária continue com as compras de títulos.

Para o membro votante do Fomc, a reação do mercado perante o anúncio feito por Ben Bernanke de que poderia iniciar a retirada dos estímulos no final deste ano, foi “fora de sincronia” em relação às expectativas do Fomc. Desde o discurso de Bernanke, os índices mundiais apresentaram fortes quedas, temerosos sobre o efeito do fim dos estímulos na economia mundial.

Seguindo o tom do discurso de Dudley, Jerome Powell, membro do grupo de governantes do Federal Reserve, disse que a reação do mercado ao anúncio de Bernanke foi exagerada e a oscilação nos yields dos títulos públicos, injustificável.