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SÃO PAULO – “O grande dia chegou”, destaca o canadense Scotia Bank em relatório publicado nesta quarta-feira (30) em referência à reunião do Federal Reserve, que deve decidir o rumo da taxa básica de juro dos EUA nesta tarde (17h15, horário de Brasília).
Apesar das apostas do mercado terem convergido nos últimos dias para uma redução de 50 pontos-base, as dúvidas seguem presentes. Em foco, o tom do comunicado que segue à decisão e o placar da votação dos diretores.
“Os mercados avaliarão cuidadosamente o comunicado e devem procurar por qualquer sinal de desacordo entre os diretores do Fomc”, avalia o banco de investimentos australiano Commonwealth em relatório publicado nesta sessão.
Poole: voto contra
No último dia 22 de janeiro, o Fed realizou uma reunião extraordinária e cortou a Fed Funds Rate em 75 pontos-base, levando-a para o patamar de 3,5% ao ano. A decisão não foi unânime.
Willian Poole, que não acreditou na necessidade de implementar uma atitude antes da reunião oficial, votou contra. Frederic S. Mishkin se absteve. Desde o auge da crise no mercado de crédito, o Fed já agiu por quatro vezes.
“Enquanto um corte de 50 pontos-base possa ser recebido com menos receptividade por alguns diretores do Fed, podemos assistir mais de uma objeção desta vez”, sugere o holandês Rabobank em relatório divulgado nesta quarta-feira.
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O texto
Os comunicados do Fed junto às decisões de política monetária tendem a ser alterados gradualmente, apesar disso, as palavras publicadas na reunião extra foram copiadas da reunião de dezembro, o que eleva a expectativa para os comentários desta sessão.
Para os analistas do banco suíço UBS, os diretores devem enfatizar as passagens que se referem aos crescentes riscos de redução do crescimento econômico e a que afirma a confiança do comitê na moderação da inflação nos próximos trimestres.
“Entretanto, esperamos que eles adicionem uma frase para desencorajar as expectativas de que a taxa recente de recuo deve continuar”, diz relatório da equipe econômica do banco publicado nesta sessão.
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Reação do mercado
Para os analistas, o corte de 50 pontos-base não deve levar a qualquer tipo de reação do mercado. Uma flexibilização menor ou a manutenção podem acarretar em uma forte resposta negativa dos investidores.
Além da reunião de janeiro, a agenda do Fed ainda reserva mais sete encontros oficiais até o final do ano.