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SÃO PAULO – O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, e o da SEC (Securities and Exchange Commission), Cristopher Cox, assinaram nesta segunda-feira (7) um memorando de entendimentos que irá aprofundar a cooperação e a partilha de informações entre as duas entidades.
Nos termos do memorando, as instituições devem cooperar em toda uma série de importantes áreas de interesse comum, incluindo atividades de intermediação bancária, apuração e liquidação de bancos e empresas de valores mobiliários, bem como a regulamentação de agentes de transferência.
Troca de informações
Em linhas gerais, as instituições irão colaborar no estabelecimento de orientações e regras relativas ao capital, de liquidez ou financiamento, dos bancos de investimentos. Também irão partilhar informações sobre as empresas e discutir possíveis ameaças às suas operações.
Com este objetivo, funcionários do Fed e da SEC vão se reunir, no mínimo, quatro vezes por ano para trocar informações e discutir as empresas que regulamentam.
“O acordo formaliza a cooperação em curso entre nossas agências de reforçar a estabilidade do sistema financeiro”, afirmou Bernanke. Na mesma linha, o presidente da SEC disse que a operação “representa uma valiosa coordenação dos papéis das instituições no mercado de capitais norte-americano”.
Caso Bear Stearns
O acordo visa assegurar uma maior segurança das informações acerca das instituições supervisionadas e reduzir possíveis ameaças a elas e, conseqüentemente, à economia norte-americana, como no caso do banco de investimento Bear Stearns, em março deste ano.
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Na ocasião, em meio a rumores de que o banco enfrentava sérios problemas, ocorreu uma onda de saques que resultou na deterioração da liquidez da instituição. Com a piora da situação, o Fed de Nova York e o JP Morgan anunciaram um plano de ajuda ao Bear Stearns, que culminou na oferta de aquisição da instituição por parte do JP Morgan.