Fed e indicadores elevam aversão ao risco e trazem queda às bolsas

EUA e China trouxeram números preocupantes; commodities mostram fortes recuos enquanto dólar mantém trajetória de alta

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SÃO PAULO – Dias de reunião do Fomc (Federal Open Market Committtee) geralmente são de forte expectativa entre os investidores, e esta terça-feira (10) não é exceção. Adicionados indicadores econômicos preocupantes trazidos tanto pelos EUA quanto pela China, o resultado é um pregão de queda nas principais bolsas do mundo.

Analistas são consensuais em suas projeções de nova manutenção da Fed Funds Rate, o juro básico norte-americano. Mas o comunicado da decisão gera maior expectativa, por poder conter surpresas como novas medidas de estímulo à economia e mudanças na linguagem empregada pela autoridade.

Até lá, indicadores mantêm os investidores ocupados. A produtividade do trabalhador dos EUA registrou queda de 0,9% no segundo trimestre deste ano e o nível dos estoques do atacado avançou menos que o esperado em junho. Na China, as importações cresceram 22,7% em julho na comparação com 2009, bem abaixo das expectativas do mercado.

Por aqui, além do intenso fluxo de anúncio de balanços corporativos trimestrais, merece destaque o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor). O indicador apontou inflação de 0,20% na primeira quadrissemana de agosto, 0,03 ponto percentual superior à vista na mediação anterior.

Ibovespa em queda
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta baixa de 1,25% nesta tarde e atinge 67.013 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,520 bilhões.

O principal destaque negativo fica com as ações ordinárias da MMX Mineração (MMXM3), que registram desvalorização de 3,98% e são cotadas a R$ 12,77. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 27,50%.

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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 MMXM3 MMX Miner ON 12,77 -3,98 +27,50 30,79M
 TCSL4 TIM Part PN 5,13 -3,21 +3,11 9,86M
 NATU3 Natura ON 42,95 -2,94 +23,15 33,14M
 SBSP3 Sabesp ON 34,50 -2,82 +0,85 2,59M
 GOAU4 Gerdau Met PN 31,55 -2,68 -9,19 7,64M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CSAN3 Cosan ON 24,60 +1,53 -1,98 6,12M
 TNLP4 Telemar PN 25,11 +1,01 -25,10 22,50M
 LREN3 Lojas Renner ON 52,93 +0,93 +37,28 29,42M
 MRVE3 MRV ON 15,26 +0,73 +10,08 24,96M
 LIGT3 Light ON 21,64 +0,70 -9,61 7,90M

* – Lote de mil ações 
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

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Treasuries e petróleo
O clima tenso nas bolsas leva o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano a operar em queda, o que demonstra uma tendência de alta no preço. Já o risco-país contraria o esperado e mostra leve queda de 2 pontos frente ao fechamento da última sessão, a 192 pontos.

No mercado de commodities, a terça-feira traduz-se como uma sessão de expressivas desvalorizações à trajetória dos principais produtos, muito em função dos sinais de desaceleração da economia chinesa. O barril de petróleo recua 1,53%, negociado a US$ 79,75 cada em Nova York.

Câmbio e renda fixa
Em linha com a trajetória apresentada pela moeda lá fora, dado a maior aversão ao risco entre os investidores, o dólar comercial opera no campo positivo desde o começo das negociações. Nesta tarde, a moeda norte-americana é cotada a R$ 1,762, valorização de 0,57%.

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No mercado de juros futuros na BM&F Bovespa, o dia também é de queda predominante nas trajetórias das taxas dos contratos. O movimento deve-se à percepção de que, frente ao ambiente externo mais frágil, o aperto monetário no País pode revelar-se menor que o anteriormente planejado.