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SÃO PAULO – O Federal Reserve e o Departamento do Tesouro dos EUA revelaram nesta terça-feira (3) detalhes sobre o funcionamento do plano TALF (Term Asset-Backed Securities Loan facility), com o qual esperam gerar até US$ 1 trilhão em crédito.
Segundo comunicados das instituições, o programa é “desenhado para catalisar os mercados de securitização pela promoção de financiamentos a investidores que busquem comprar certos tipos de títulos”.
Ressuscitar o crédito
Deste modo, em março serão emprestados US$ 200 bilhões pelo Federal Reserve de Nova York para os que busquem a aquisição de títulos lastreados por ativos, originados em operações com automóveis, cartões de crédito, financiamento estudantil e empréstimos garantidos de pequenas empresas, desde que avaliados com rating AAA.
Aos que desejarem participar da ação, será necessário inscrever-se até o dia 17 deste mês. Após a escolha realizada pelo Fed de Nova York, os empréstimos serão realizados em 25 de março. Todavia, o tamanho mínimo para uma linha de crédito do TALF será de US$ 10 milhões.
Procedimento semelhante deverá ocorrer nos próximos meses, uma vez que o programa tem extensão inicialmente planejada para todo o ano de 2009. Será cobrada a taxa Libor de um mês acrescida de outra taxa, cujo valor dependerá do tipo e da duração do empréstimo a que o título se liga.
Amplo escopo
A menor taxa será a que financia a compra de ativos relacionados ao financiamento estudantil, ao passo em que a maior poderá ser encontrada em algumas modalidades de crédito automotivo.
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Tesouro e Fed também afirmaram que buscarão alterações na legislação dos EUA, a fim de proporcionar à autoridade monetária as ferramentas necessárias para o gerenciamento dos níveis de reservas providas ao sistema bancário, ao mesmo tempo em que expande seu balanço para financiar programas como o TALF.