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SÃO PAULO – As autoridades do Federal Reserve expressaram maior pessimismo em relação à economia norte-americana do que em junho, prevendo que o desemprego pode continuar acima de 8% em 2012. As medidas mais sombrias levaram o Fed a adotar uma postura mais rígida para estimular a economia, com o lançamento da terceira rodada de Quantitative Easing.
Se a situação do mercado de trabalho não melhorar substancialmente, a autoridade monetária continuará a comprar títulos lastreados em hipotecas e outros, em um contexto de inflação controlada. O quadro do mercado de trabalho, contudo, permanece inalterado para 2012, com o Fed estimando uma taxa de desemprego entre 8% e 8,2%. O cenário mudou um pouco para 2014, depois que a autoridade revisou para baixo a taxa para o período, que deve ficar entre 6,7% e 7,3%, de 7,0% a 7,7% nas estimativas de junho.
Com esses dados, o Fed espera que a economia norte-americana cresça menos esse ano, entre 1,7% e 2,0%, mas para 2013 e 2014 pode mostrar um avanço um pouco maior, de 2,5% a 3,0% e 3,0% a 3,8%, respectivamente. Em junho, a autoridade monetária dos EUA estimava que o PIB (Produto Interno Bruto) do país fosse crescer numa faixa entre 1,9% e 2,4% em 2012 e de 2,2% a 2,8% em 2013 e 3,0 a 3,5% em 2014.
O banco projeta ainda uma inflação um pouco maior para 2012, indo de 1,7% para 1,8%, frente a estimativa de 1,2% e 1,7% de junho. Já para 2012 e 2013, a estimativa é que a inflação fique no intervalo entre 1,6% a 2,0%, o que representa um acréscimo de 0,1 ponto percentual no teto mínimo da projeção tanto para 2012 quando 2013 em relação ao divulgado em junho.