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SÃO PAULO – O mais recente estímulo do Federal Reserve não impulsionará o crescimento econômico sem criar uma inflação indesejada, afirmou nesta sexta-feira (26) Jeffrey Lacker, presidente do Fed de Richmond e único dissidente no comitê de política monetária do banco central.
Lacker disse que também se opõe à indicação de que o Fed espera manter a taxa de juros perto de zero até pelo menos meados de 2015 e de que as taxas permaneceriam baixas inclusive num ambiente de desaceleração do crescimento econômico.
“A melhoria das condições do mercado de trabalho parece ter sido contida por obstáculos reais que estão além da capacidade de compensação da política monetária”, destacou Lacker em comunicado. “Em tais circunstâncias, um estímulo monetário adicional corre o risco de elevar a inflação de uma forma que ameaça a estabilidade das expectativas de inflação”, completou.
Política monetária no limite
Altos funcionários do Fed, incluindo o presidente Ben Bernanke, defendem que os esforços para manter as taxas baixas por um período prolongado darão às empresas o tipo de segurança que lhes permita investir, apesar de um cenário econômico mundial turbulento.
Mas Lacker, que rompeu barreiras com o Fomc (Federal Open Market Committee, o Comitê de Mercado Aberto) em todas as reuniões deste ano, acredita que a política monetária tem sido levado a seus limtes.
“Eu não acredito que uma política que se ajuste a esta caracterização seja apropriada, porque implica em dar estímulo muito além do ponto em que se necessitará de aumentos da taxa para manter a inflação sob controle”, defendeu.