Fed de Nova York terá que prestar contas da ajuda dada à seguradora AIG

Dirigente do Comitê de Supervisão dos EUA já declarou que emitirá uma intimação para que as informações sejam esclarecidas

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SÃO PAULO – Em meio aos escândalos sobre a omissão de informações após o resgate da AIG, a divisão de Nova York do Federal Reserve pode ser forçada a disponibilizar documentos relacionados à ajuda do governo à seguradora.

O democrata Edolphus Towns, que dirige o Comitê de Supervisão e Reforma do Governo, afirmou na véspera que enviaria uma intimação ao Fed de Nova York, questionando a instituição sobre sua decisão de reembolsar integralmente os parceiros da seguradora AIG.

A intimação viria após as recusas do Fed de Nova York de prestar informações voluntárias sobre o caso, de acordo com declarações de Darrel Issa, que representa a frente republicana no comitê.

Envolvimento de Geithner
Timothy Geithner, atual secretário do Tesouro norte-americano e presidente do Fed de Nova York na época do resgate à AIG, foi convocado pelo comitê na semana passada para depor sobre o que sabe a respeito da omissão de detalhes sobre a ajuda. O Fed de Nova York é suspeito de ter pedido à AIG que omitisse informações sobre o pagamento a bancos, após os aportes do governo.

Meg Railly, uma porta-voz do departamento do Tesouro dos EUA, recusou-se a falar sobre um possível testemunho de Geithner, que, segundo ela, “se recusava a trabalhar em questões envolvendo empresas específicas, inclusive a AIG”.

Valores
O primeiro resgate do Fed de Nova York à seguradora AIG envolvia a quantia de US$ 85 bilhões, contudo, a ajuda foi ampliada em três vezes e agora o montante é avaliado em US$ 182,3 bilhões. A soma inclui uma linha de crédito de US$ 60 bilhões do Fed de Nova York, e ainda um investimento de cerca de US$ 69,8 bilhões do Tesouro norte-americano por meio da compra de hipotecas detidas pela empresa.