Fed de Chicago volta a flertar com alta do juro básico dos EUA

Mesmo após deflação ao produtor e ao consumidor em outubro, não há garantia de controle dos preços, diz Michael Moskow

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SÃO PAULO – Mesmo após os índices de preços ao produtor e ao consumidor norte-americano de outubro revelarem recuo, seria prematuro afirmar que a ameaça de inflação acima do patamar considerado confortável passou. A afirmação foi feita nesta quinta-feira por Michael Moskow, presidente do Fed de Chicago.

Moskow enfatizou que o comportamento do nível geral de preços em um único mês não é garantia de uma tendência, muito embora “a inflação esteja se movendo na direção correta”.

O fundamental é analisar se a performance de outubro é sustentável e em qual velocidade caminhamos em direção aos níveis de inflação considerados confortáveis, que, considerado o intervalo dos últimos doze meses, ainda não foram atingidos.

Alta no juro é possível

Isso porque as medidas de inflação mais acompanhadas pelo Fomc seguem, no acumulado de doze meses, acima do limite superior de 2% do patamar visto como razoável pela equipe de Ben Bernanke.

A inflação é atualmente um maior risco para os EUA do que a desaceleração do crescimento econômico, e pode ser necessário ao Fomc promover uma elevação adicional do juro básico do país para controlar o nível geral de preços.