Fecomercio-SP: alta dos preços de alimentos não sinaliza inflação

Para a entidade, inflação sinaliza alta contínua e generalizada de preços; aumento dos alimentos indica apenas recomposição

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SÃO PAULO – De acordo com a Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), a alta de 1,50% verificada no grupo alimentação, que compõe o IPV (Índice de Preços do Varejo), na terceira semana de abril, sinaliza apenas recomposição de preços, e não inflação.

Segundo a entidade, a postura do Banco Central refletida nas recentes atas do Copom (Comitê de Política Monetária) é que colabora para desenvolver, sem base concreta, expectativas inflacionárias, viabilizando uma corrida atrás dos preços.

Como reconhecer a inflação

Para haver inflação, de acordo com a Fecomercio, é preciso, além da alta de preços, existir outras condições, tais como pleno emprego e indexação salarial e de contratos, o que não se verifica no momento.

A adoção do termo inflação só se justifica caso ocorra uma alta contínua e generalizada de preços. Segundo a Federação, somente 109 dos 203 itens que compõem o grupo alimentação apresentaram altas circunstanciais na terceira semana de abril.

Alimentos sofrem desaceleração em abril

De acordo com o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), divulgado nesta segunda-feira (5), pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a variação do grupo alimentação passou de 1,92% para 1,69% na última semana de abril.

Entretanto, produtos como massas, farinhas, biscoitos e derivados de trigo em geral, apresentaram alta entre 2,24% e 5,78%.