Febraban: mercado eleva perspectivas para taxa Selic e IGP-M em 2008

Em contrapartida, bancos consultados prevêem maior crescimento do PIB; saldo comercial deve cair neste ano

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SÃO PAULO – A Pesquisa Febraban de Projeções e Expectativas de Mercado divulgada nesta terça-feira (17) mostra que os bancos ampliaram as estimativas para a inflação e a taxa Selic neste ano. A coleta dos dados foi realizada antes da publicação da última ata do Copom (Comitê de Política Monetária).

As expectativas para o crescimento da economia no país seguem permeadas pelo otimismo. A projeção média dos entrevistados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2008 ficou em 4,78%, enquanto que em abril, o consenso apontava para uma expansão de 4,66%.

Em contrapartida, as projeções para o avanço do PIB em 2009 sofreram leve retração, ao passarem de 4,19% para 4,18%. O maior consumo das famílias, que pode atingir 5,99% neste ano, deve continuar como o grande motivador do crescimento econômico brasileiro.

Projeções maiores para inflação

As projeções compiladas pela federação para o cenário inflacionário também foram elevadas, como as direcionadas ao IGP-M (Índice Geral Preços – Mercado), que projetam o índice a 9,13% em 2008, enquanto que o anteriormente esperado era uma alta de 6,12%.

As projeções para o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) de 2008 também sofreram acréscimo, ao subir de 4,75% para 5,76%. Por sua vez, as expectativas para o índice em 2009 mostraram acréscimo mais modesto, ao passarem de 4,35% para 4,70%.

Selic a 14,25% no final do ano

Com base em tais perspectivas ao cenário inflacionário brasileiro e no aperto monetário realizado pelo Copom, a pesquisa revelou uma tendência de aumento da Selic na visão dos analistas consultados pela Febraban.

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As projeções majoritárias das instituições financeiras dão conta de que a taxa básica de juro brasileira pode encerrar 2008 no patamar de 14,25% ao ano, o que implica em um aumento adicional de 200 pontos-base. No entanto, tal ciclo de alta é visto pelos analistas como de caráter transitório, dado que novos cortes devem ser vistos em 2009.

Saldo comercial menor

No que concerne ao cenário internacional, as instituições consultadas pela Febraban projetaram queda nas importações em relação à pesquisa anterior. No entanto, o saldo em transações correntes apresenta previsão de déficit de US$ 14,48 bilhões neste ano.

“Em compensação, o Investimento Direto Estrangeiro permanece favorável, apresentando projeção de US$ 32,65 bilhões para 2008”, afirma a nota da Febraban.

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Confira as projeções para as principais variáveis macroeconômicas:












































Variáveis Macroeconômicas 2008 2009
Crescimento do PIB 4,78% 4,18%
Produção Industrial 5,38% 4,53%
IPCA 5,76% 4,70%
IGP-M 9,13% 5,23%
Taxa de câmbio R$ 1,69 R$ 1,76
Risco Brasil 178 pontos 148,75 pontos
Saldo Balança Comercial US$ 32,42 bilhões US$ 27,76 bilhões
Dívida Líquida do Setor Público (% PIB) 41,02% 39,74%
Reservas Internacionais US$ 209,96 bilhões US$ 225,59 bilhões
Superávit Primário (% PIB) 3,32% 3,13%