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SÃO PAULO – O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse nesta quinta-feira (1) em entrevista coletiva que a economia nacional deve crescer entre 4,5% e 5% no ano que vem e ainda aproveitou para defender a atual política contra o “terrorismo fiscal” praticado por alguns analistas e pela oposição.
A tendência de uma retomada mais rápida da atividade econômica brasileira do que de outras economias do planeta ficou evidente após o crescimento acima do esperado do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre do ano, o que contribui para previsões otimistas. O número projetado por Barbosa caminha em linha com a expectativa oficial do governo, que se encontra na casa dos 4,5%.
Contudo, contrariando grande parte do mercado, o secretário não demonstra nenhuma aflição com uma possível alta da taxa inflacionária. Apesar de acreditar num possível fechamento do hiato do produto, ele afirma que a taxa de câmbio deve ajudar a puxar a variação de preços para baixo.
Além disso, Barbosa ressalta que projeções estão fadadas ao erro, principalmente em um cenário de forte instabilidade como o atual. “Considerações muito enfáticas sobre o que vai acontecer daqui a mais de um ano e meio, em uma economia mundial que se recupera da pior crise em 80 anos, não condiz com a incerteza e a volatilidade que a economia experimentou nos últimos 12 meses”, diz o membro da Fazenda.
Barbosa e o terrorismo inflacionário
Convicto de que a probabilidade de uma economia com alto índice inflacionário é mínima, o secretário do ministério da Fazenda acredita que isso tudo é apenas uma estratégia de membros da oposição e alguns analistas para gerar expectativa de que o juro básico do País volte ao patamar de dois dígitos.
Nomeando-a de “terrorismo fiscal”, Nelson Barbosa diz que essa prática de perseguição se baseia na avaliação de que, se todas as medidas de estímulo adotadas pelo governo não forem retiradas, a situação será insustentável. “Isto é terrorismo, e não negociamos com terroristas”, afirmou. Para ele, a política fiscal em curso é sustentável no médio prazo. “Acho que a curva de juros está exagerada. Não vejo necessidade de ocorrer a alta de juros que está precificada pelo mercado”, completou Barbosa.