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SÃO PAULO – A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP), divulgou nesta quinta-feira (28) sua Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista, em que apontou nova alta nas vendas do comércio paulista no mês de setembro, de 4,15%, em relação ao mesmo mês em 2003.
Embora as vendas tenham crescido, o percentual de aumento foi o segundo mais baixo do ano, só sendo superior ao de março. Na comparação com agosto as vendas caíram 5,10%. De acordo com a Federação, este dado é relevante, uma vez que, a queda nas vendas em setembro deste ano é superior ao padrão sazonal negativo para o mês, que normalmente apresenta variação negativa por volta de 3,5% em relação ao mês anterior.
De janeiro a setembro o faturamento do comércio varejista paulista subiu 6,74%. No acumulado até agosto o crescimento havia sido maior, de 7,06%.
Crédito impulsiona vendas em alguns setores
Acompanhando os resultados do mês anterior, as concessionárias de veículos registraram em setembro crescimento de 11,36% em comparação ao mesmo mês de 2003 e 5,22% em relação a agosto. O maior colaborador para esse bom desempenho foi a utilização intensiva de financiamento para a sustentação das vendas de carros novos.
Quem também se beneficiou pela melhora das condições de crédito foi o setor de semiduráveis, que inclui vestuário, tecidos e calçados. Apesar de tradicionalmente o setor apresentar o segundo pior resultado do ano no mês de setembro, conseguiu mostrar crescimento expressivo de vendas em relação ao mesmo mês no ano passado, 25,50%.
Em setembro deste ano, frente ao mesmo mês de 2003, alguns setores apresentaram queda nas vendas. São eles: loja de autopeças e acessórios (-5,72%), eletroeletrônicos e cine-foto-som (-3,77%) e de supermercados (-2,08%). Outros setores que apresentaram crescimento nas vendas no mesmo período foram os de lojas de materiais de construção (3,85%) e o segmento de farmácias (2,84%).
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Em comparação a agosto, a maioria dos setores apresentaram quedas acentuadas. Entre eles: autopeças e acessórios (9,36%), supermercados (7,31%) e eletrodomésticos (4,09%)
Expectativas futuras
Para o futuro, os economistas da Fecomercio acreditam que as vendas do comércio varejista fechem o ano em alta de 5%. As expectativas para o Natal também não tendem a mostrar resultado muito expressivo, devendo registrar alta de 4% em relação a dezembro do ano passado.
Ainda de acordo com os economistas, os resultados podem ser ainda mais prejudicados caso o Banco Central continue elevando a taxa de juros básica da economia, a Selic, o que impacta diretamente na disposição do consumidor em gastar.