Faturamento das micro e pequenas empresas subiu 1,8% em julho

Apesar do resultado positivo em julho, micro e pequenas empresas acumulam perdas da ordem de 15,7% em um ano

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SÃO PAULO – De acordo com o Indicador Sebrae-SP de Conjuntura, divulgado nesta quinta-feira, 4 de setembro, o faturamento médio real das micro e pequenas empresas paulistas aumentou 1,8% no mês de julho frente a junho, desempenho que foi impulsionado pelo maior número de dias úteis naquele mês além do aumento nas vendas das indústrias (4,9%) verificado no mesmo período.

Segundo o diretor-superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca, apesar do aumento no faturamento das empresas verificado na análise mensal, ainda não é possível definir este desempenho como tendência de recuperação do setor.

Acontece que no acumulado dos últimos 12 meses as micro e pequenas empresas ainda amargam uma perda de 15,7% na renda real. Para Ricca, a situação das pequenas empresas, que respondem por nada menos do que 98% do total de empresas no país, ainda é bastante preocupante.

Nível de pessoal ocupado permaneceu estagnado

No que se refere ao nível de pessoal ocupado nestas empresas, na comparação entre junho e julho foi detectada estagnação (0%). Já no acumulado de janeiro a julho o nível de pessoal ocupado registra queda de 2,5%. Em relação aos gastos reais com salários, a variação é positiva em 0,2% entre junho e julho e negativa em 12,6% nos acumulado dos sete primeiros meses do ano.

Analisando estes mesmos dados setorialmente, nota-se no estudo que os prestadores de serviços tiveram o pior desempenho ao passo que seu faturamento real foi negativo nos três períodos medidos pela pesquisa, sendo: -1,5% (julho/junho 2003), -14,8% (janeiro a julho de 2003) e -19,10% (últimos 12 meses).

Por sua vez, o comércio registrou um aumento de 1,7% no faturamento de julho frente a junho, por conta do maior número de dias úteis. Entretanto, de janeiro a julho há queda no faturamento real das pequenas empresas (-14,3%), assim como acontece no acumulado em 12 meses (-18,5%).

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Finalmente, o faturamento da indústria apresentou o melhor índice mas em compensação reduziu seu pessoal ocupado tanto em julho frente a junho (-2,2%), como nos primeiros sete meses do ano (-5,4%) e em 12 meses (-6,3%). De acordo com o gerente de Pesquisas do Sebrae-SP, as indústrias aparentemente não retomaram a sua produção, mas estão desovando seus estoques.

Para realizar a pesquisa, o Sebrae-SP leva em conta informações de 2,7 mil micro e pequenas empresas da indústria de transformação, comércio e serviços do Estado de São Paulo, representando um universo de cerca de um milhão de empresas de pequeno porte.

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