Fatores internos conduzem comportamento das bolsas latino-americanas

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As principais bolsas latino-americanas fecharam sem uma tendência definida nesta terça-feira, influenciadas por fatores locais. Às 15h49 do horário de Nova York, o Nasdaq Composite apresentava baixa de 0,93%, enquanto o Dow Jones Industrial e o S&P500 registravam variações positivas de 0,53% e 0,71%, respectivamente.
O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em baixa de 0,07%, após a divulgação de que as vendas de Natal na Argentina registraram uma queda de 22% em relação ao ano passado. A CAME (Coordenação de Atividade Mercantil Empresarial), órgão responsável pela pesquisa, concluiu que as maiores reduções ocorreram nas livrarias (-35%), nos restaurantes (-30%) e nas floriculturas (-30%). O Senado está discutindo o projeto de lei de infra-estrutura, que prevê investimentos de US$ 20 bilhões para os próximos três anos, e possibilitará a retomada das obras públicas. Hoje, o presidente argentino, Fernando de la Rúa, declarou que caso o Senado não acelere a discussão do projeto de lei de infra-estrutura, irá aprovar a proposta através de um decreto. Para o presidente do país, este projeto de lei é um dos instrumentos necessários à reativação da economia. Senadores do Partido Justicialista declararam que só aprovarão a lei da infra-estrutura se for anulado o artigo do Orçamento de 2001, que reduz em 12% os salários dos funcionários públicos federais. A exclusão deste artigo havia sido aprovada no Senado e na Câmara, mas acabou sendo mantida no Orçamento através de um decreto presidencial. O presidente argentino garantiu que não voltará atrás de sua decisão.

Os destaques de baixa da bolsa argentina ficaram para as ações da termoelétrica Central Puerto (-2,02%), Perez Companc (-1,91%), Molinos Rio de la Plata (-1,17%) e Telecom Argentina (-0,95%). Por outro lado, as maiores altas entre os componentes do índice Merval ficaram para as ações da Juan Minetti (+4,65%), da Garovaglio y Zorraquin (+4,48%) e do Banco Rio de la Plata (+3,75%).

O índice IPC da Bolsa do México encerrou o pregão com variação positiva de 0,13%. O mercado mexicano continua preocupado com a demora para a aprovação da proposta de Orçamento de 2001, que está sendo discutida no Senado e na Câmara. Segundo a agência Bloomberg, o governo mexicano chegou a um acordo com os deputados e fixou o déficit fiscal em 0,65% do PIB, maior do que o a proposta original de 0,5% do PIB. Segundo um relatório do Banco do México, o país deverá ter um crescimento de 4,6% no próximo ano e irá finalizar o ano de 2000 com um crescimento de 7,2%. Os economistas do banco também esperam uma taxa de inflação de 7,56% para 2001, acima da estimativa do Banco Central mexicano de 6,5%. A inflação para este ano está estimada em aproximadamente 9%. Seguindo a tendência da bolsa mexicana, os destaques de alta ficaram para o Grupo Bimbo (+5,94%), para o Grupo Industrial Saltillo (+5,71%), Hylsamex (+4,60%), Grupo Industrial Alfa (+3,88%) e a Organizacion Soriana (+2,81%). Por outro lado, a maior baixa entre os componentes do índice IPC ficou para a produtora de vidro Vitro (-11,03%), cujos lucros estão sendo pressionados pelo elevado preço da gasolina, sua principal matéria-prima. Outros destaques de queda ficaram para as ações do Consorcio Ara (-2,91%), Opasco (-2,44%) e da Desc Sociedad de Fomento Industrial (-2,44%).

















Outros mercados: Brasil Ibovespa +0,97%
Peru ISBVL +0,28%
Chile IPSA-0,75%

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