Fator eleva preço-alvo dos papéis da Hypermarcas, com as novas aquisições

Corretora reitera recomendação dos papéis em "manutenção", mas sobe de R$ 31,20 para R$ 37,20 o preço-alvo das ações

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SÃO PAULO – A Fator Corretora revisou o preço-alvo das ações da Hypermarcas, acreditando no potencial de crescimento da companhia com as novas aquisições.

Mesmo reiterando a recomendação dos papéis da Hypermarcas em “manutenção”, os analistas da corretora elevaram de R$ 31,20 para R$ 37,20 o preço-alvo das ações para junho de 2010.

“Com as aquisições da Hydrogen, Pom Pom e das marcas de preservativos, a Hypermarcas totalizou cerca de R$ 700 milhões em aquisições em 2009. Acreditamos que ainda há a possibilidade de novas aquisições”.

Para a equipe, essas novas compras poderão ocorrer devido aos recursos captados com a oferta secundária de ações em julho deste ano e pela capacidade da companhia em aumentar seu grau de alavancagem financeira.

Aquisições

No caso da compra da Hydrogen, os analistas veem como positiva a transação. O motivo é que, além de ampliar seu portfólio de marcas, a Hypermarcas também pode levar adiante seus planos de crescer nos segmentos de medicamentos isentos de prescrição médica e produtos de beleza e higiene pessoal.

O time de research também vê com bons olhos a aquisição da Pom Pom, empresa que atua na fabricação e comercialização de fraldas descartáveis e absorventes. A expectativa é de que a empresa possa implementar sua estratégia de revitalizar suas marcas, comprando empresas cujo potencial não foi totalmente explorado e investindo em publicidade e propaganda.

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Além disso, a Fator também avalia bem a compra das fabricantes de preservativos Jontex e INAL. Com os acordos, a Hypermarcas passa a deter 50% do mercado brasileiro de camisinhas. “Esse é um mercado promissor, principalmente em função do baixo consumo per capita do produto”, comentam os analistas.

Os planos para estas empresas também são de reforçar as marcas entre os consumidores brasileiros e promover o crescimento do consumo espontâneo do produto, já que atualmente o governo é o principal consumir.