Farmácias: mercado desacelera, mas RD Saúde deve continuar ganhando participação

Diminuição do crescimento em medicamentos genéricos e de marca afetaram a maioria das companhias listadas

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Dados de agosto do mercado farmacêutico brasileiro mostram um crescimento de 5,9% das vendas na comparação anual. Em julho, o crescimento havia chegado a 9,5%.

Mesmo com a desaceleração, o Bradesco BBI reiterou a visão positiva para o setor de farmácias. De acordo com o banco, as avaliações seguem atrativas, com crescimento resiliente e modelo de negócios defensivos.

A RD Saúde (RADL3) segue como principal escolha do setor, sendo negociada a 16,x o P/L projetado para 2027.

Para o BBI, a avaliação é levemente negativa para as redes de farmácia listadas na bolsa. O resultado reflete, segundo os analistas, o fraco crescimento do mercado, de apenas 7,7% no terceiro trimestre de 2026 até agosto.

Em relação ao trimestre anterior, a queda foi de 1,8 ponto percentual, impulsionada pelo menor crescimento de medicamentos genéricos e de medicamentos de marca. Excluindo os medicamentos GLP-1, o crescimento diminuiu ainda mais, a 5,5%.

Mesmo com a queda, o BBI explica que já era esperada uma desaceleração no 3º tri de -2,6 pontos percentuais (p.p.) para a RD Saúde (RADL3), -1,2 p.p. para a Pague Menos (PGMN3) e de -0,2 p.p. para a Panvel (PNVL3). Para comparação, a base de desaceleração é de -1,8 p.p. do mercado, indicada pelos dados da IQVIA.

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O banco destaca, entretanto, que os dados da instituição não têm sido um bom indicador de desempenho das empresas listadas. De acordo com o relatório, no 2º tri, por exemplo, os dados mostravam uma desaceleração de 4 p.p. no crescimento anual e, na realidade, a maior desaceleração havia sido de 2 p.p.

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Erick Souza
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