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SÃO PAULO – O BicBanco (BICB4) corre o risco de ter o rating de seus títulos rebaixados para “junk” pela agência de classificação de risco Moody’s, além de apresentar queda no lucro e dar as maiores perdas aos investidores de títulos com grau de investimento em mercados emergentes, diz uma notícia da Bloomberg, publicada nesta terça-feira (30).
Somente neste mês o valor dos títulos de dívida do BicBanco caíram 25,8% – segundo o Bloomberg Emerging Market Corporate Bond Index, o retorno médio de emissores foi de 1,2% no mesmo período. Os rendimentos dos títulos do banco com vencimento em 2020 subiram mais de 7 pontos percentuais em julho, batendo recorde de 17,3%, segundo a Bloomberg. As ações preferenciais do banco caminham na mesma direção: atualmente cotadas a R$ 3,78, elas perderam 41,1% de valor no ano – no mesmo período, o IFNC, índice que acompanha as ações do setor financeiro, acumula queda de apenas 3,1%.
A situação lembra a liquidação do Banco Cruzeiro do Sul, há menos de um ano. Analistas consultados pela Bloomberg analisam que a situação atual aumenta as preocupações com o mercado para as empresas de credores médios, que estaria secando. “No ano passado, a empresa teve lucro, mas alguns trimestres foram medonhos. Dos bancos que emprestam a empresas, o BicBanco é o que está em pior situação”, afirmou à agência o analista de renda fixa da BCP Securities LLC, Jansen Moura.
A agência disse que pode reduzir o rating do banco, refletindo o enfraquecimento das métricas financeiras e a pressão sobre a qualidade dos ativos – atualmente o BicBanco apresenta o menor rating com grau de investimento, o Baa3. Vale lembrar que em junho, a Standard Poor’s cortou em um nível o rating do banco, para BB, dois níveis abaixo do grau de investimento.