Fannie Mae e Freddie Mac estão em situação critíca, diz relatório da FHFA

Ambas as empresas apresentam sérios problemas financeiros e operacionais; perspectivas para esse ano não são nada otimistas

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SÃO PAULO – Reportado em seu diagnóstico anual, o FHFA (Federal Housing Finance Agency) informou que a Fannie Mae e a Freddie Mac estão passando por problemas financeiros “críticos”.

A agência cita em seu relatório encaminhado ao Congresso norte-americano que cada uma das agências de financiamento hipotecário adotou uma nova equipe de gerência em busca de remediar os problemas enfrentados. No entanto, os diversos obstáculos envolvendo a construção e a retenção do quadro de funcionários, as falhas operacionais e a necessidade de fortalecimento no setor de crédito dificultam a reestruturação de cada uma delas. Assim, Fannie Mae e a Freddie Mac não estão aptas a operar sem a assistência governamental.

Para continuarem funcionando, ambas precisaram de algo em torno de US$ 60 bilhões do montante de US$ 400 bilhões disponibilizado pelo governo dos EUA para ajudar as instituições. No entanto, em seus resultados trimestrais, a Fannie Mae teve um prejuízo de US$ 23,2 bilhões, enquanto a Freddie Mac reportou perdas de US$ 9,9 bilhões.

Participação importante no setor

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A Fannie Mae e a Freddie Mac têm papel fundamental no mercado hipotecário norte-americano. No segundo semestre de 2008, ambas eram responsáveis por 73% do financiamento dos imóveis naquele país. Além disso, têm cargo central no plano de prevenção de execução hipotecária do governo de Barack Obama.

Mesmo com um ano de 2008 turbulento, as previsões para 2009 não são animadoras. Segundo a agência, a Fannie Mae enfrentará problemas com mutuários com dificuldades de quitar suas dívidas e com o crescimento do estoque de imóveis que tiveram suas hipotecas executadas. Já a Freddie Mac precisará aprimorar seu controle interno e encontrar um CEO (Chief Executive Officer) para liderar a companhia.

Para finalizar, o diretor da FHFA, James Lockhart, alimentou o pessimismo ao dizer que “os problemas dos últimos dois anos no mercado financeiro estão sendo abatidos lentamente, mas os desafios no mercado imobiliário continuam”.