Falta de liquidez dita reversão de tendência e dólar volta a fechar em alta

Moeda dos EUA encerrou esta sexta-feira em alta de 1,51%, cotada a R$ 2,9640; Lula não mais apóia intervenção no câmbio

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SÃO PAULO – Com a falta de liquidez do mercado, em função do fraco volume de negociações após o feriado de Dia do Trabalhador que interrompeu os negócios nesta quinta-feira, o dólar reverteu a tendência de queda que vinha sendo apresentada pela manhã e encerrou o dia em alta.

Desta forma o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9570 na compra e R$ 2,9590 na venda, forte alta de 1,51% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0470, representando um ágio de 2,97%
em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 1,51% em maio, frente a baixa de 13,06% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 16,62%. Somente nesta semana a moeda dos Estados Unidos acumulou perda de 1,63%.

Lula passa a apoiar a não intervenção

Na quinta-feira, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em suas declarações, deu sinais de certo incômodo com a recente apreciação do real frente ao dólar, e afirmou não querer que o dólar caísse mais.

No entanto, nesta sexta-feira, Lula disse que o governo não deve intervir no câmbio. Neste sentido, o presidente afirmou que quem determina o preço do dólar é o mercado, ou seja, o dólar vai continuar flutuante.

Balança comercial teve superávit de US$ 1,7 bilhões

Os operadores analisam agora o resultado mensal da balança comercial em abril. No mês, o saldo foi positivo em US$ 1,714 bilhão, devido às exportações de US$ 5,711 bilhões e aos US$ 3,997 bilhões que saíram do país com o pagamento das importações.

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Investidores apostam em novas captações

Inicialmente, a tendência de desvalorização da moeda norte-americana se deu pelas perspectivas de novas captações. Neste sentido, estima-se que a Petrobras tente levantar US$ 550 milhões com prazo entre dez e doze anos e que a Sabesp possa captar US$ 300 milhões no mercado externo ou interno.

Nesta semana a CSN iniciou nesta semana uma série de road shows para investidores estrangeiros para captar US$ 200 milhões por meio de uma securitização de recebíveis externos, em que dará a garantia da receita de suas exportações aos compradores dos papéis. Também o Bradesco deve lançar US$ 200 milhões em papéis.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 3.025, forte alta de 1,89% em relação ao fechamento da última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em alta de 1,37%, atingindo R$ 3.058 frente a R$ 3.016 do fechamento de quarta-feira.

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FRA de cupom

O FRA de cupom cambial mais próximo, para julho de 2003, fechou a 3,40%, frente aos 3,55% do fechamento de quarta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a agosto de 2003, encerrou a 4,20%, frente aos 4,30% apurados na última sessão.