Falta de estímulos à economia dos EUA pressiona e mercados caem

Investidores devem prestar atenção à piora da economia por lá; por aqui, Copom corta taxa Selic e IBC-Br cai em maio

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SÃO PAULO – Sem sinais de uma nova injeção de recursos na economia norte-americana, os mercados internacionais mostram uma sinalização negativa na manhã desta quinta-feira (12). Na véspera, a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) mostrou que apenas um terço do comitê votou a favor de uma terceira rodada de alívio quantitativo.

Apesar disso, o cenário interno também ganha relevância. Após a sessão de quarta-feira o Copom (Comitê de Política Monetária) atuou em linha com as expectativas e cortou a taxa Selic em mais 0,5 ponto percentual. Agora, a taxa é de 8% ao ano. No entanto, o IBC-Br, que é considerado como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), caiu ligeiramente em maio, conforme dados já ajustados pelos efeitos sazonais.

Se piorar, melhora
De volta aos EUA, por lá os membros disseram que esse aporte adicional de dinheiro na economia pode ser necessário caso a situação econômica piore. Então os investidores devem ficar atentos aos indicadores econômicos por lá, onde ainda nesta manhã será publicado o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego na semana e o orçamento do governo. Preços de importação e de exportação também serão conhecidos por lá.

Além disso, os investidores também mostram certa cautela antes de indicadores na China. Por lá será anunciado, nesta noite, o PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre, assim como diversos outros indicadores, como vendas no varejo e produção industrial. A expectativa é que a economia cresça a um ritmo mais fraco que 8,0% ao ano.

Por sua vez, crescem os sinais de que o governo chinês está impulsionando a economia via estímulos fiscais. Os bancos chineses superaram as projeções de empréstimos em junho, passando de 793 bilhões de yuans em maio para 919,8 bilhões em junho.

“O central dos novos empréstimos provavelmente é que refletem o fato que a agência de planejamento aprovou uma série de projetos relativamente grandes em maio, para os quais a alocação de crédito provavelmente se deu em junho”, escreve em relatório a equipe de economia do Société Générale.

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Na Europa, bancos depositam menos no BCE
Passando ao setor bancário da Europa, também uma surpresa. Os depósitos das instituições financeiras na linha overnight do BCE (Banco Central Europeu) recuaram de € 808,5 bilhões há dois dias para € 324,9 bilhões na quarta-feira, quando começou a valer a taxa de juro neutra para os depósitos. Isso quer dizer que o dinheiro depositado por lá não será remunerado.

Enquanto isso, a produção industrial na Zona do Euro melhorou em maio, impulsionada pelos números da Alemanha, que teve o melhor desempenho desde julho do ano passado, informou nesta manhã a Eurostat, agência oficial de estatísticas da Europa. Em comparação mensal o ganho na região da moeda única foi de 0,6%, apesar de cair 2,8% na base anual.